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Unicef no Iraque não tem informações sobre crianças traficadas para Portugal

Unicef no Iraque não tem informações sobre crianças traficadas para Portugal

Atualizado: Quarta-feira, 8 Abril de 2009 as 12

A delegação da Unicef no Iraque diz não ter informações sobre crianças traficadas daquele país para Portugal, como hoje denunciava o jornal britânico "The Guardian".

Em declarações ao P, via telefone, o chefe de comunicação da Unicef no Iraque, Jaya Murthy, reconheceu que o fundo das Nações Unidas para as crianças está ''extremamente preocupado'' com as informações divulgadas pelo jornal britânico, mas realçou que ''nem sequer há dados confirmados sobre se há crianças a serem traficadas do país'' para o estrangeiro. ''Estamos a tentar verificar essas informações, que não são as primeiras. Levamo-las a sério e estamos a trabalhar com o governo [iraquiano] sobre o assunto'', adiantou Jaya Murthy.

O chefe de comunicação da Unicef no Iraque reconheceu ainda que a situação de pós-conflito no país ''aumenta a vulnerabilidade à exploração'' e sublinhou que a venda de crianças ''é um crime internacional''.

''Estamos preocupados com o facto de as crianças serem potencialmente vendidas a orfanatos privados ilegais'', especificou Jaya Murthy, acrescentando que a Unicef e o governo iraquiano estão a trabalhar no ''reforço dos mecanismos de monitorização'' e a tentar ''agilizar a lei para fechar aqueles orfanatos ilegais para garantir que as crianças vulneráveis não são exploradas''.

Ao PÚBLICO, a directora da Unicef em Portugal, Madalena Marçal Grilo, reiterou que não tem “a mínima informação” sobre a existência em Portugal de crianças iraquianas traficadas. “Não sei como aparecemos” no artigo do ''The Guardian'', que escreve, a partir do Iraque, que “pelo menos 15 crianças iraquianas são vendidas por mês, algumas para o estrangeiro”, para países como “Jordânia, Turquia, Síria”, mas também para Estados europeus, como “Suíça, Irlanda, Reino Unido, Portugal e Suécia”.

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