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Vinte e um militares argentinos vão a julgamento por crimes na ditadura

Vinte e um militares argentinos vão a julgamento por crimes na ditadura

Atualizado: Quinta-feira, 17 Junho de 2010 as 8:17

Vinte e um militares argentinos irão a julgamento por crimes de lesa humanidade contra 528 vítimas na prisão da Escola Mecânica Armada (Esma) durante a ditadura ocorrida no país, que durou entre os anos de 1976 a 1983. As informações foram divulgadas por fontes judiciais do país nesta quarta-feira (16). As autoridades ainda não fixaram uma data para o julgamento.

Os 21 ex-membros da Marinha argentina foram acusados pelo juiz federal Sergio Torres, responsável pelo chamado 'megaprocesso' da ESMA (Escola de Mecânica da Armada).

Uma primeira parte destes processos já está na etapa de julgamento nos tribunais de Buenos Aires.

O juiz informa que cada uma das pessoas pelas quais os militares deverão responder em juízo foi privada ''ilegitimamente de sua liberdade, conduzida à Esma, onde permaneceu clandestinamente detida sob condições sub-humanas de vida'' e grande parte delas permanece desaparecida.

Entre as centenas de casos existentes figura o da família Tarnopolsky. Ela quase despareceu por completo,restando apenas um sobrevivente, que nunca foi detido e conseguiu se exilar.

O tribunal federal deverá dar uma data para o novo processo, que será realizado quando terminar o julgamento contra o ex-capitão Alfredo Astiz e outros militares da Esma acusados de sequestro e tortura das freiras francesas Alice Domon (desaparecida) e Léonie Duquet (assassinada), e do escritor e jornalista Rodolfo Walsh, entre outras 85 vítimas.

O processo que investiga os crimes ocorridos na Esma, por onde passaram cerca de 5 mil opositores, foi reaberto em 2003, após a anulação das leis de anistia no país.

Na Argentina, desenvolvem-se atualmente uma dezena de julgamentos por violações dos direitos humanos na última ditadura, que deixou cerca de 30 mil desaparecidos, segundo organizações humanitárias.

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