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A industriais, presidenciáveis criticam sistema tributário

A industriais, presidenciáveis criticam sistema tributário

Atualizado: Terça-feira, 25 Maio de 2010 as 3:24

Os pré-candidatos à Presidência da República que participaram nesta terça (25) de um encontro promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontaram o sistema tributário como um dos principais problemas da economia do país.  

Dilma Rousseff (PT), a primeira a falar, afirmou que a situação tributária é "caótica". "Há uma sobreposição de legislações e de níveis de incidência de impostos, o que onera empresas e o governo. O ato de arrecadar fica caríssimo. A agenda da reforma, simplificando o sistema, eu tenho defendido. Acredito que seja o grande passo no sentido da competitividade", afirmou. De acordo com a pré-candidata, a reforma tributária é "a reforma das reformas".

José Serra (PSDB) apontou a carga tributária brasileira como a "maior do mundo". "Temos a maior taxa de juros do mundo e a maior carga tributária do mundo, entre todos os países emergentes, ou em desenvolvimento. O Brasil tem a maior carga tributária de todos", disse ele, acrescentando que os juros, e também o câmbio desvalorizado, são uma "distorção" no país", declarou.

A pré-candidata do PV, Marina Silva, disse que é possível fazer uma reforma tributária (do sistema de impostos e contribuições do governo, estados e municípíos), mas não com "falsas expectativas".

"Não é fácil. Tem 16 anos que essa questão entrou na agenda como sendo importante e estratégica. As pessoas assumem o compromisso com a reforma, e quando ganham fazerm a reforma do compromisso e não a reforma que precisa ser feita", disse Marina Silva.

Dilma

Na exposição que fez aos empresários, Dilma Rousseff afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou um novo modelo de desenvolvimento. "Pela primeira vez, o Brasil permite que as pessoas subam na vida, nos últimos 20 anos", disse.

Para a pré-candidata, o governo Lula rompeu com anos de "estagnação, desemprego e desigualdade no Brasil". "A gente criou uma nova realidade, baseada em crescimento, oportunidade e auto-estima", afirmou.

Serra

O oposicionista José Serra, criticou o governo pelo que classificou como "loteamento" da máquina pública. Segundo ele, agências reguladores e empresas estatais estão divididas entre partidos aliados do governo.

"Por que que um partido quer uma área, uma diretoria financeira de uma grande empresa pública? Por que que aquele grupo de deputados, ou aquele partido, quer o delegado da Receita? (...) Cada vez que tem uma votação, o governo tem de recompor sua base. E aí começa o troca-troca de novo e isso não garante maioria estável", declarou.

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