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Alunos vítimas do massacre de Realengo participam de Abertura

Alunos vítimas do massacre de Realengo participam de Abertura

Atualizado: Sábado, 16 Julho de 2011 as 7:30

Ensaios com os alunos começaram na última terça-feira     Alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona norte do Rio de Janeiro, onde ocorreu o massacre de doze alunos no dia 7 de abril, após o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, invadir o colégio, participam neste sábado do espetáculo de abertura dos Jogos Mundiais Militares Rio 2011, no estádio do Engenhão, na zona norte.

Ao todo, 74 estudantes, entre 12 anos e 17 anos, vão fazer parte de um contingente de 1.400 voluntários civis. Com exceção dos alunos da escola Tasso da Silveira, os jovens fazem parte do programa Forças do Esporte, do Ministério da Defesa. O projeto é uma tentativa de inclusão social de adolescentes de localidades pobres através do esporte. Além da prática das atividades, as crianças também têm reforço escolar, atendimento médico, odontológico e alimentação.

Na festa de abertura, eles vão se dividir em tarefas como dançar, carregar bandeiras, levar faixas e amparar alegorias. As crianças começaram a ensaiar na última terça-feira.

De acordo com a organização dos Jogos Mundiais Militares, todas as crianças da Escola Municipal Tasso da Silveira que quiseram participar da abertura dos jogos foram recebidas. Não houve uma seleção de qual estudante estava mais preparado para a responsabilidade, mas apenas uma tentativa de adequá-los às tarefas que melhor poderiam desempenhar.     Entenda o caso

Por volta das 8h do dia 7 de abril,  Wellington Menezes de Oliveira , 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).     Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez dezenas de disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos.

Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves , de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio . O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados no dia 8 e uma foi cremada na manhã do dia 9.

Oliveira só foi enterrado na manhã do dia 22 porque nenhum parente compareceu ao IML para liberar o corpo no prazo de 15 dias. O cadáver foi catalogado como "não reclamado" e sepultado em uma cova rasa no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte, após autorização da Justiça.            

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