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Após ameaça, escolta acompanha juíza do caso Eliza Samudio

Após ameaça, escolta acompanha juíza do caso Eliza Samudio

Atualizado: Quarta-feira, 27 Abril de 2011 as 2:19

A escolta de policiais da juíza Marixa Fabiane Lopes, responsável pelo caso do desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, começa a acompanhá-la nesta quarta-feira (27). A informação foi confirmada pelo TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).

Segundo o TJ-MG, o centro de segurança do tribunal é responsável pela guarda a acompanha a juíza no trajeto de casa para o fórum e vice e versa, além de vigiá-la nas proximidades. A medida foi tomada após afirmações feitas pelo advogado assistente de acusação no caso, José Arteiro Cavalcante Lima. Ele disse ter sido jurado de morte pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusada de matar a ex-amante de Bruno. A juíza e o delegado que investigam o crime também estariam ameaçados.

Entenda o caso

José Arteiro Cavalcante Lima, afirmou que recebeu a denúncia de um preso da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), que o ex-policial estava planejando matar a juíza e o delegado responsável pelas investigações e processo do caso Elisa. O próprio advogado também teria sido ameaçado. A denúncia foi protocolada no Tribunal do Júri de Contagem, na semana passada.

Segundo Lima, a mulher do presidiário que dividia cela com o ex-policial o procurou, falando que o marido teria informações. O preso contou então que Bola tinha um plano para matar o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, e outras pessoas que, segundo ele, estariam "prejudicando sua vida".

O presidiário teria informado ainda que traficantes do Rio de Janeiro participariam do crime. Ele teria citado o nome de Nem, um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro.

O advogado afirmou ainda que o preso contou que Bola teria admitido o assassinato de Eliza Samudio e informado que a polícia não encontrou a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes porque seu corpo teria sido incinerado e as cinzas jogadas em uma área já vistoriada.

Em conversa com o R7, Zanone Manoel de Oliveira, advogado de Bola, negou que as informações sejam verdadeiras e afirmou que o ex-policial não conversou sobre o caso com presos. Ele disse ainda que essa é apenas mais uma estratégia da acusação para manter o caso na mídia.

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