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Após registrar recorde com 249 km de filas às 10h desta quarta-feira, o congestionamento começou a diminuir

SP tem recorde de trânsito por conta da greve do Metrô

Atualizado: Quarta-feira, 23 Maio de 2012 as 10:54

Após registrar recorde com 249 km de filas às 10h desta quarta-feira (23), o congestionamento começou a diminuir na capital paulista. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apontou, às 10h30, 230 km de lentidão, com tendência de baixa. O índice registrado às 10h é o maior em toda a série histórica registrada pela CET, que iniciou as medições em 1991.



Em razão da greve de funcionários do Metrô e da CPTM, a Secretaria Municipal de Transportes suspendeu o rodízio municipal de veículos, liberando a circulação de carros e caminhões com placas final 5 e 6.
Em Itaquera, na Zona Leste, passageiros revoltados com a paralisação bloquearam os dois sentidos da Radial Leste e furaram pneus de um ônibus na via. A PM teve de usar bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes. Duas pessoas foram detidas. No Jabaquara, Zona Sul da capital, usuários atearam fogo a jornais e caixas de papelão. O incêndio foi controlado.


Ao longo desta quarta, a lentidão esteve acima da média ao longo desde o começo da manhã e apresentou recordes sucessivos por causa da greve do Metrô e da CPTM. O efeito das filas no trânsito supera inclusive o transtorno causado pela paralisação realizada em 2007. Naquela ocasião, a lentidão pela manhã chegou a 144 km no dia 3 de agosto.


Túnel fechado
Na tentativa de melhorar o tráfego, a CET bloqueou nesta quarta totalmente o Túnel Ayrton Senna para tentar diminuir o congestionamento na Marginal Pinheiros. Também para melhorar as condições de fluidez da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek para o bairro do Morumbi, foi antecipada no período da manhã a liberação do Túnel Jânio Quadros no sentido bairro.

Marginal travada
Às 10h, a pior situação era na Marginal Pinheiros, no sentido da Rodovia Castello Branco. Na pista expressa, eram quase 15 km de filas entre as pontes Interlagos e Cidade Universitária. Na pista local, a lentidão era entre as pontes Transamérica e Eusébio Matoso.
Além da Marginal Pinheiros, na Marginal Tietê, sentido Castello, o motorista reduzia a velocidade a partir da Ponte Aricanduva, por mais de 8 km.
Já na Radial Leste, havia 8 km de tráfego lento no sentido Centro, entre a Praça Divinolândia e o Viaduto Pires do Rio.


Paese
A SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) - com ele, as linhas com destino às estações do Metrô tiveram seu trajeto estendido até a região central deSão Paulo. Segundo a Polícia Militar, foi feito um reforço no policiamento nas estações da CPTM e do Metrô, inclusive nas operadas pelo Consórcio ViaQuatro.


Greve no Metrô
A decisão do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de optar pela paralisação ocorreu após uma audiência com representantes do Metrô que terminou sem acordo nesta terça-feira (22). A Justiça do Trabalho determinou, no entanto, que o sindicato dos Metroviários mantivesse 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu a liberação das catracas. O sindicato terá que pagar multa de R$ 100 mil diários por descumprimento da decisão. Os horários de pico são das 5h até as 9h e das 17h às 20h.


Os metroviários reivindicam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% no vale-refeição, além de equiparação salarial, 36 horas semanais, periculosidade sobre todos os vencimentos, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração dos demitidos em 2007. Durante a audiência desta tarde, a companhia propôs reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços (IPC) e aumento real de 1,5%. A desembargadora propôs reajuste pelo INPC mais 1,5% de aumento real.


Linhas 11 e 12 da CPTM
Os funcionários das linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM também anunciaram a greve nesta terça-feira após assembleia. Segundo a companhia, foi apresentada uma nova proposta reajustando o valor do vale-refeição de R$ 18 para R$ 20, correção salarial de 4,60% (IPC/FIPE) mais 1,5% de produtividade. Além disso, sinalizou que os funcionários terão direito a participação nos resultados da empresa, a ser pago em 2013, com valor mínimo de R$ 3 mil. A proposta foi ejeitada pelo sindicato da categoria.

 

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