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Avó de menina morta em escola do RJ falece após saber notícia da neta

Avó de menina morta em escola do RJ falece após saber notícia da neta

Atualizado: Sexta-feira, 15 Abril de 2011 as 3:35

Horas depois de saber notícias da neta, morreu na madrugada desta sexta-feira (15) a idosa Lina Martins, aos 92 anos, avó da menina Laryssa Silva Martins, uma das 12 crianças assassinadas na Escola Municipal Tasso da Silveira , em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Segundo Gerson da Silva Guilherme, padrinho da menina, desde o dia do crime, 7 de abril, a família tentava poupar dona Lina da tragédia. Na noite desta quinta-feira (14), a filha mais velha da idosa, após muitas perguntas, disse que Laryssa não estava bem.

“Ela foi tirada da casa dela, onde morava com a Laryssa, e levada para a casa da filha, que é pertinho. A Laryssa cresceu com ela. Ela ficou sabendo que algo muito ruim tinha acontecido, por voltada de meia-noite de ontem (14). Ela foi dormir com aquela angústia, aquela tristeza, e na madrugada morreu”, disse Gerson, de 47 anos, que é motorista de ônibus.

Segundo ele, dona Lina sofria de Alzheimer, porém tinha momentos de lucidez. Ela deixou três filhos, duas mulheres e um homem, Clóvis Martins, filho caçula e pai de Laryssa. O corpo da idosa continua em casa, aguardando um médico para poder fazer a remoção. Gerson afirmou ainda que o enterro será no cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio.

“Clóvis fez 60 anos na segunda-feira (11). O presente que ele recebeu foi a morte da filha e agora da mãe”, desabafou Gerson.

O padrinho de Laryssa contou ainda que Clóvis, assim como a família, continua inconformado com a morte da filha, de 13 anos. “A família agora continua enlutada. Parece que a nossa dor não vai ter fim”, afirmou.  

Prefeitura vai indenizar vítimas

O prefeito Eduardo Paes confirmou, nesta sexta-feira, que vai indenizar as famílias das 12 crianças mortas no ataque à escola de Realengo. O crime aconteceu no dia 7 e deixou também outras 12 crianças feridas, mas o órgão não decidiu se elas também serão beneficiadas.

“A prefeitura resolveu que vai indenizar as famílias que perderam seus entes queridos”, diz Paes. “Essas famílias passaram por um sofrimento que é indescritível, que nada compensa, nada resolve. É uma perda irreparável, mas a gente entende que algum tipo de indenização deve ser discutido”, afirmou ainda Paes.

O prefeito explica que já entrou em contato com o defensor público geral do estado e o procurador geral do município para tratar dos critérios técnicos e calcular o valor da indenização. A data do pagamento também ainda não foi definida. Na quinta-feira (14), a dona de casa Noeli da Silva Rocha, de 38 anos, mãe da menina Mariana Rocha, uma das 12 crianças mortas no ataque, informou que pretende processar o colégio.

Estudantes internados

Cinco adolescentes que foram feridos durante o ataque à escola ainda permanecem internados e não estão em estado grave.

As aulas na escola serão retomadas gradativamente em até três semanas. Nos primeiros dias, a previsão é que os alunos participem apenas de atividades lúdicas e as turmas voltem às suas rotinas aos poucos.        

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