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Bope é chamado para retirar barricadas no Morro da Pedreira

Bope é chamado para retirar barricadas no Morro da Pedreira

Atualizado: Quarta-feira, 1 Junho de 2011 as 2:07

            Quarenta policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) reforçam, na manhã desta quarta-feira (1º), o efetivo que desde terça-feira (31) ocupa o Morro da Pedreira, em Costa Barros, no subúrbio do Rio. De acordo com o comandante do Bope, tenente-coronel Wilman René, o reforço tem como objetivo retirar as barricadas montadas por traficantes nos acessos à comunidade.

Para este trabalho, os policiais contam com o apoio de dois veículos blindados, uma pá mecânica, uma retroescavadeira e um caminhão basculante.

Além do Bope, também estão na favela policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), da Companhia de Cães e do 41º BPM (Irajá). Mais cedo, o batalhão de Irajá já havia informado que iria fazer novas incursões na região atrás de informações e endereços sobre possíveis esconderijos de armas e drogas na comunidade. A polícia também procura os responsáveis pela morte de um policial militar, assassinado na segunda-feira (30).

A noite de terça-feira (31) e a madrugada desta quarta-feira (1º) foram de tranquilidade na região, sem registro de confrontos, segundo a polícia. A favela permanece ocupada pela PM desde terça-feira. A ocupação foi motivada pelo assassinato do policial do 19º BPM (Copacabana) que, ao voltar para casa na segunda-feira (30), teve o carro enguiçado nas proximidades da favela. A ocupação vai ser por tempo ainda indeterminado.

Seis mortos em operação

Na terça-feira (31), seis pessoas morreram durante confrontos no Morro da Pedreira. Também foram apreendidos um fuzil, cinco pistolas, 450 pedras de crack e 30 motos. Além disso, dois carros roubados foram recuperados.

De acordo com o coronel Aristeu Leonardo, comandante de policiamento da área, um dos mortos era um forte gerente do tráfico da Pedreira. Ainda não se sabe se os seis suspeitos mortos tinham alguma relação com a morte do PM.

A morte do policial

O policial ficou sem combustível quando voltava para casa, na Avenida Pastor Martin Luther King Júnior, e foi surpreendido por traficantes do Morro da Pedreira, que perceberam a arma do policial. Ele foi rendido e levado pelos criminosos para dentro da favela, onde foi morto com vários tiros. O coronel descreveu com mais detalhes como ocorreu a morte do colega.

“Ele estava indo em direção à casa da mãe, quando o veículo deu uma pane. Ele com um companheiro se deslocaram com uma kombi e ficaram na estação Rubem Paiva, quando ele resolveu comprar combustível para colocar no veículo. Quando se aproximou, havia duas pessoas mexendo no veiculo dele. Ele foi sequestrado para o interior da favela e ali já foi devidamente baleado e depois foi colocado num outro veículo”, contou.        

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