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Cerca de 30 recrutas devem deixar hospital no Rio até terça

Cerca de 30 recrutas devem deixar hospital no Rio até terça

Atualizado: Segunda-feira, 22 Agosto de 2011 as 12:59

O grupo de 57 recrutas do Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil segue internado no Hospital Naval Marcílio Dias (HNMD), no Lins de Vasconcelos, subúrbio do Rio. Segundo a assessoria do comando do 1º Distrito Naval, cerca de 30 recrutas devem receber alta nesta segunda-feira (22) ou na terça (23). Como as visitas são permitidas apenas na parte da tarde, as famílias dos jovens estão na expectativa da alta dos recrutas.

De acordo com informações divulgadas no domingo (21) pela assessoria da Marinha, os jovens, que deram entrada na unidade no último dia 17, "apresentam boa evolução clínica e continuam recebendo a necessária assistência médica". O Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais teve início no dia 8 no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (Ciampa), em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, com 637 alunos matriculados.

Ainda de acordo com a Marinha, todos os recrutas encaminhados ao hospital apresentam sintomas de síndrome respiratória, sendo um deles com um quadro de insuficiência renal. Outros dois alunos que ainda permanecem no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) "respondem de modo satisfatório ao tratamento, apresentando melhoras".

Falta d'água

A família de um dos rapazes internados na CTI acusa a coordenação do curso de impedir os praças de beber água . "Ele viu muitos alunos desmaiando, passando mal, não tinha nem água no cantil", conta o pai, com base nos relatos do filho.

Em resposta, a Marinha comunicou que "no primeiro dia do curso de formação, todos os recrutas receberam cantil, porta-cantil e cinto para se hidratarem com água filtrada, quando não estivessem próximos de bebedouros e pontos de água potável distribuídos. Os instrutores do curso repassaram aos alunos que somente era permitido reabastecerem os cantis em fontes autorizadas de água tratada".

O órgão adiantou também que, em ação conjunta com a Secretaria municipal de Saúde do Rio, investiga a causa da síndrome que acometeu os recrutas e que estão sendo tomadas todas as medidas de vigilância, prevenção e controle dos sintomas, já tendo sido iniciado o processo de vacinação preventiva de toda tripulação do Ciampa.          

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