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Clínica na Zona Sul de SP registra 2ª morte em lipo em menos de 4 meses

Clínica na Zona Sul de SP registra 2ª morte em lipo em menos de 4 meses

Atualizado: Sexta-feira, 14 Dezembro de 2012 as 9:04

 

O corpo da motorista Maria Irlene Soares da Silva, de 43 anos, que morreu durante uma cirurgia plástica vai ser enterrado nesta sexta-feira (14), no Cemitério Santo Antônio, em Osasco, na Grande São Paulo. O procedimento acontecia em uma clínica na Zona Sul de São Paulo. Além de retirar gordura do corpo, ela pretendia colocar silicone nos seios.
 
Esta é a segunda morte ocorrida na mesma clínica em menos de quatro meses, segundo a Polícia Civil. O médico que realizava o procedimento, Wagner Fiorante, afirmou a policiais do 15º Distrito Policial, no Itaim Bibi, que Maria Irlene sofreu uma parada cardíaca.
 
O médico prestou depoimento e foi liberado. Para Fiorante, a morte de Maria Irlene foi uma "fatalidade". A paciente era hipertensa. No entanto, segundo o médico, a motorista realizou previamente todos os exames para poder passar pela cirurgia. "Quando houve alteração na pressão a na respiração fizemos as manobras de entubação e de ressuscitação", afirmou o médico.
 
Por conta desta nova morte, o delegado Paul Henry Verduraz, titular do 15º DP, disse que irá informar o Conselho Regional de Medicina (CRM) sobre os ocorridos. No caso ocorrido há 4 meses, uma paciente teve os orgãos perfurados. Por este inquérito, o cirurgião pode ser indiciado por homicídio culposo (quando não há intensao de matar). "O CRM deve decidir sobre eventual suspensão do direito de exercer as atiidades", acrescentou o delegado.
 
Família
Parentes da motorista disseram que temiam a cirurgia. "Eu falei para ela não fazer, não. Mas ela sempre foi muito teimosa", disse o conferente Jefferson Silva, de 26 anos. Um dos três filhos de Maria, ele disse que conversou com a mãe na véspera do procedimento. "À noite ela me disse que estava com medo da cirurgia."
 
Ainda segundo os parentes, a vítima era muito vaidosa. Questionados sobre algum problema de saúde, eles afirmaram que Maria tinha pressão alta, mas não fazia tratamento.
O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) irá atestar a causa da morte.
 

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