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Começa interrogatório de Lindemberg

Começa o interrogatório de Lindemberg

Atualizado: Quarta-feira, 15 Fevereiro de 2012 as 2:33

O réu Lindemberg Alves, acusado de matar Eloá Pimentel, em outubro de 2008, começou a ser interrogado pouco depois das 14h desta quarta-feira (15), no Fórum de Santo André, no ABC. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a juíza Helena Dias leu a denúncia para o réu e iniciou as perguntas. O julgamento do caso Eloá entrou em seu terceiro dia nesta quarta.

Segundo o acusado, ele e a Eloá mantiveram relacionamento amoroso por 2 anos e 3 meses. "Eu era muito amigo da família", disse.

Pela manhã, o tenente Paulo Sérgio Squiavo, que comandava a equipe do Gate que invadiu o apartamento onde Lindemberg mantinha Eloá refém, disse durante seu depoimento que o réu estava eufórico após os disparos feitos. Segundo Squiavo, Lindemberg teria gritado “Tô vivo e a matei”.

Squiavo foi o primeiro a depor no Tribunal do Júri, no Fórum de Santo André, no ABC, nesta quarta. Ele foi ouvido das 10h50 às 12h20.

O comandante da Polícia Militar disse ainda que só invadiu o apartamento porque já havia recebido ordens de seus superiores que poderia fazê-lo caso “estivesse insustentável a situação dos reféns”.

Squiavo afirma que só entrou no apartamento após ouvir um disparo, juntamente com outros quatro policiais. Segundo ele, foi detonada uma bomba. Pelo vão da fresta, ele afirma ter visto Lindemberg atirar mais duas vezes. O policial disse que se quisesse poderia ter matado o réu. O Gate, segundo ele, disparou um tiro de bala de borracha contra Lindemberg, que jogou a arma no chão e foi rendido.

No início desta tarde, a advogada de Lindemberg Alves, Ana Lúcia Assad, garantiu que Lindemberg daria sua versão sobre o caso durante o julgamento. “Ele nunca se pronunciou, é o primeiro momento que vai dar a versão dele. Ele está calmo, tranquilo, focado, está preparado para falar", afirmou.

Questionada sobre como preparou o réu para o interrogatório, ela disse que não deu orientações. "Eu não oriento ninguém. Não oriento cliente nem testemunha. Ele vai falar a verdade e estou aqui para garantir que seja julgado com lisura”, garantiu a defensora.

Lindemberg preferiu o silêncio durante a investigação do caso e a fase de instrução do processo. Por isso, a expectativa é grande para saber o que ele dirá. A advogada preferiu não adiantar o que o réu falará ao júri. “Vamos saber disso daqui a pouco”, afirmou. O julgamento foi interrompido para almoço por volta das 12h30 e deve ser retomado no início da tarde, já com o interrogatório de Lindemberg.

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