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Corpo de irmão de ex-secretário de Jandira será enterrado nesta terça

Corpo de irmão de ex-secretário de Jandira será enterrado nesta terça

Atualizado: Terça-feira, 31 Maio de 2011 as 8:10

O corpo do policial militar assassinado neste domingo (29) em Jandira, na Grande São Paulo, será enterrado na manhã desta terça-feira (31) na cidade. Jairo Lemes de Aquino, de 39 anos, foi baleado quando saía de casa. Ele era irmão do ex-secretário de Habitação do município Wanderley Lemes de Aquino, que está preso.

A família, que acompanhou o velório na segunda-feira (30), não quis falar sobre a morte. O irmão dele é apontado com um dos mandantes do assassinato do prefeito Braz Paschoalin, em dezembro de 2010. O pai e a irmã da vítima também são investigados – eles tiveram prisão decretada por envolvimento em outros crimes.

A Polícia Civil trabalha com três linhas de investigação para o assassinato de Jairo. Ele estava afastado das funções de policial. Entre as hipóteses levantadas pela polícia para morte do policial estão: crime político, envolvimento no crime organizado ou crime passional, de acordo Zacarias Tadros, titular da delegacia de Jandira.     “Desde o início, ele foi investigado, como irmão, relativo ao envolvimento com a morte do prefeito [Braz Paschoalin]. Como sabíamos que ele era uma pessoa que tinha uma conduta violenta e com ligação com crime organizado, naturalmente, nós monitoramos”, diz Tadros. Oito pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no homicídio do prefeito. Cinco permanecem presos, entre eles Wanderley de Aquino, que nega o crime.

O delegado diz ter indícios de que Jairo tem envolvimento com o crime organizado. “Temos alguns elementos que serão encaminhados para o pessoal [da delegacia] de Homicídios."

A polícia investiga se uma pistola Taurus 380 com a numeração raspada pertencia ao PM. Ela foi encontrada no local onde Jairo foi morto. “Vai ser apurado através da perícia, porque um PM com uma arma de numeração raspada já é um indicativo de comprometimento com o crime."

Passional

Como o PM foi atingido quando saía da casa de uma mulher com quem mantinha uma relação extraconjungal, a polícia não descarta ainda a possibilidade de crime passional. Ele foi atingido por quatro disparos - dois no peito e um na perna esquerda.

Ele também estava sendo investigado por envolvimento na morte, em 2001, do vereador de Jandira Márcio Soares de Almeida. De acordo com o delegado, quando houve a morte de Braz foi determinada a reabertura de todos os casos em que políticos da cidade acabaram sendo vítimas de homicídios. Wanderley de Aquino, na época, era suplente.

As investigações sobre a morte de Jairo foram encaminhadas ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).        

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