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Crescem redutos de crack na Baixada Fluminense, diz comissão

Crescem redutos de crack na Baixada Fluminense, diz comissão

Atualizado: Terça-feira, 17 Maio de 2011 as 8:35

Eles começam a chegar no início da noite. São crianças, adultos e mulheres esquálidas, algumas grávidas, que formam o batalhão de dependentes do crack que caminham atônitos em direção à calçada do estacionamento de um hipermercado no Centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.  Segundo secretarias de Promoção Social e conselhos tutelares, a cena se repete em outros pontos dos 13 municípios da região de  4 milhões de habitantes.

Já no meio da madrugada, os usuários da droga atravessam a Avenida Tabelião Silmar Silva e seguem para uma igreja onde voluntários oferecem à população de rua o "sopão da misericórdia", como chamam.

A oferta de comida atrai moradores das favelas do Lixão e Vila Ideal. Nos dois cenários de miséria, situados de frente para os principais acessos da cidade, vivem famílias com quatro ou cinco filhos pequenos em barracos com pisos de chão batido, úmidos, e paredes de papelão. É dali que sai a maioria dos ocupantes do calçadão.

'Tribos de cracudos'

Na Baixada Fluminense, as "tribos de cracudos", como são chamados nas ruas, estão espalhados por todos os lugares. Nos acessos das favelas, nos becos, nas ruas ou nas praças de Belford Roxo, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Vilar dos Teles, São Mateus, Nilópolis, Mesquita e outras localidades da região.

Usuários de crack ocupam as calçadas em Caxias (Foto: Aluizio Freire/G1)

  "O crack está devastando a vida dos jovens fluminenses. O que a gente vê em Duque de Caxias é um dos exemplos disso. Precisamos fazer uma grande campanha de prevenção", sugere a deputada estadual Claise Maria Zito, ex-secretária de Assistência Social do município e atual presidente da Comissão de Assuntos da Criança, Adolescente e Idoso da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Integrantes da comissão começaram a visitar alguns municípios da Baixada na segunda-feira (16) para fazer um levantamento do número de usuários e conhecer as medidas que estão sendo adotadas em programas de prevenção.        

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