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Defesa de preso suspeito de matar cunhada entrará com habeas corpus

Defesa de preso suspeito de matar cunhada entrará com habeas corpus

Atualizado: Terça-feira, 13 Dezembro de 2011 as 12:16

A defesa do motoboy Sandro Dota, preso preventivamente pela Polícia Civil na segunda-feira (12) por decisão da Justiça pela suspeita de ter matado a cunhada, a universitária Bianca Ribeiro Consoli, de 19 anos, em setembro deste ano, afirmou nesta terça (13) que irá entrar com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O advogado Ricardo Martins afirmou ao G1 que pretende ingressar com a solicitação de liberdade provisória após ter acesso aos autos do processo no qual seu cliente, que é casado com uma irmã de Bianca, responde pelo crime de latrocínio - roubo seguido de morte.

“Vamos tomar as providências necessárias. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após a polícia dizer que meu cliente matou a jovem porque na roupa dele, entregue por ele, a perícia identificou sangue que seria correspondente ao da vítima, num teste de confronto de DNA, o que me causa estranheza”, disse o advogado Ricardo Martins. Dota, que está preso numa carceragem da Secretaria da Segurança Pública (SSP), deverá ser transferido nesta terça para uma unidade prisional da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). O local não foi revelado pela polícia, que alegou questões de segurança para não divulgá-lo.

Além do exame genético, o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também informou que um rastreamento feito no celular do motoboy o coloca na cena do crime. Outro dado é o depoimento de uma testemunha, que afirmou à polícia ter visto Dota sair da casa onde Bianca morava minutos após a morte da estudante.

'Sou inocente'

O suspeito, que sempre negou o assassinato da cunhada, voltou a alegar inocência diante da imprensa quando foi preso nesta segunda-feira. “Sou inocente. Amo minha esposa”, afirmou Dota enquanto saía do DHPP e era levado ao carro de polícia para o Instituto Médico-Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito.

Procurado nesta terça-feira para comentar o assunto, o promotor Nelson dos Santos Pereira Júnior, afirmou por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público, que não poderia comentar o caso porque a Justiça decretou segredo. Procurada para falar sobre o caso, a assessoria do TJ-SP afirmou que iria procurar informações a esse respeito para depois se pronunciar.

Para a Polícia Civil, o assassinato foi solucionado. “O caso Bianca está encerrado. O Sandro está preso”, disse na segunda o delegado Jorge Carrasco, diretor do DHPP.

Bianca Consoli foi achada morta dentro de casa

na Zona Leste (Foto: Reprodução / Divulgação) O crime

Bianca foi assassinada em 13 de setembro, na casa onde morava com a família, na Zona Leste. O corpo dela apresentava sinais compatíveis com estrangulamento. Segundo a polícia, o cunhado entrou na residência para roubar, porque ele descobriu que o pai de Bianca guardava dinheiro na casa. Por isso, o suspeito irá responder por latrocínio - roubo seguido de morte.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Bianca estava sozinha em casa na data do crime. Seus pais haviam saído para trabalhar. A tia da jovem, que mora em uma residência ao lado, estranhou o fato de a janela vizinha estar aberta e o televisor e as luzes, ligadas.

Por volta das 20h, a mãe de Bianca chegou e, por estar sem a chave do portão, pediu para um sobrinho de 10 anos pular o muro para destrancá-lo. Quando a tia e a mãe entraram, encontraram a jovem caída na sala perto de uma porta que dá acesso à sacada.

No dia em que foi achada morta com ferimentos no pescoço, Bianca postou mensagens na página pessoal dela em um site de relacionamentos. Às 12h17 estava escrito “ As coisas estão dando certo ”, em seguida, aparecia um asterisco e um sorriso estilizado. Às 13h14, escreveu “ Deus ”, seguido de uma imagem de um coração.

As informações na rede social de Bianca na web foram analisadas pelos investigadores na tentativa de chegar a algum suspeito de ter matado a aluna do curso de administração de empresas. Bianca tinha acabado de conseguir um emprego. Começaria a trabalhar no dia 19 de setembro. Nada foi levado da casa. No dia do crime, ela estava com o dinheiro para pagar a taxa de inscrição de um concurso público. Esse dinheiro também ficou na bolsa dela. O G1 não conseguiu localizar outros parentes de Bianca para falar.      

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