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Despoluir os córregos é a meta do Governo de SP

Despoluir os córregos é a meta do Governo de SP

Atualizado: Sexta-feira, 12 Março de 2010 as 12

O Projeto Córrego Limpo, uma parceria com a Prefeitura de São Paulo, prevê a despoluição de mais de 300 córregos na capital no prazo de dez anos. Na primeira fase, iniciada em março de 2008 e finalizada em março de 2009, 28 córregos foram totalmente despoluídos e outros 14 tiveram seus principais trechos recuperados. Mais de 500 litros de esgoto por segundo deixaram de ser despejados nesses córregos, e, por conseqüência, nos Rios Tietê e Pinheiros, beneficiando cerca de 800 mil pessoas.

Até o segundo semestre de 2010, outros 58 córregos serão despoluídos, totalizando 100. Até agora, foram investidos cerca de R$90 milhões no Córrego Limpo, entre recursos da Prefeitura e do Estado, mas calcula-se que sejam empregados R$224 milhões até o final do próximo ano, favorecendo quase quatro milhões de habitantes.

Obras de prolongamento de redes, coletores e interceptores, aumento do número de ligações domiciliares de esgotos e a manutenção e monitoramento das redes existentes serão atribuições da Sabesp. A Prefeitura de São Paulo fica responsável pela contenção e manutenção das margens, limpeza de bocas-de-lobo, galerias e córregos. A administração municipal também será responsável pela fiscalização das ligações de esgoto, notificação e multas os imóveis que não estiverem corretamente ligados a rede coletora, além da remoção e assentamento das famílias que estejam em locais pelos quais passem as tubulações de esgoto.

Projeto Tietê

O Projeto Tietê é um programa cujo objetivo é coletar e tratar os esgotos, domésticos e industriais, de cerca de 18 milhões de pessoas da Região Metropolitana de São Paulo.

O projeto foi dividido em três fases, com investimentos distintos, que visam aumentar a coleta e o tratamento do esgoto através da construção de novas estações de tratamento e da ampliação do sistema existente.

Na 1ª fase - 1992 a 1998 - foram investidos US$1,1 bilhão, que resultou num aumento da coleta de esgoto de 63% para 80% e do tratamento de 20% para 62% na Região Metropolitana. Ao todo foram construídas três novas estações de tratamento, 1,5 quilômetro de redes coletoras, 315 quilômetros de coletores - tronco, 37 quilômetros de interceptores e 250 mil ligações domiciliares.

Em seguida, foi iniciada a 2ª fase - 2002 a 2008 - com um investimento de US$400 milhões. O resultado foi a instalação de 35 quilômetros de interceptores, 165 quilômetros de coletores-tronco, 1426 quilômetros de redes coletoras, 324 mil ligações de esgoto e melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri.

Nesta fase, o foco da operação foi o Rio Pinheiros. Os equipamentos instalados evitam que o esgoto doméstico e industrial chegue ao rio sem antes passar por estações de tratamento.

Em 2009 foi iniciada a terceira etapa do Projeto Tietê que só deve ser concluída em 2015. São previstas para esta fase a construção de 420 quilômetros de coletores-tronco e interceptores, 1250 quilômetros de redes coletoras, 200 mil ligações de esgoto domiciliares e aumento do volume de esgotos tratados.

Onda Limpa

Numa parceria entre o Governo do Estado e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - Sabesp -, foi lançado, em março de 2007, o programa Onda Limpa, uma iniciativa que visa garantir melhores condições de saúde pública à população da Baixada Santista e do Litoral Norte do estado.

Foi destinado 1,47 bilhão de reais para as obras, sendo que 87% deste valor é para a coleta e o tratamento de esgoto e o restante para melhorias no sistema de abastecimento de água.

A meta do programa é elevar o índice de coleta de esgoto de 53% (2007) para 95% até 2011, na Baixada Santista e, no Litoral Norte, de 35% para 85% até 2015.

Até agora na Baixada Santista, que recebeu um investimento de 1,23 bilhão de reais, foram construídos mais de mil quilômetros de redes coletoras, cerca de 120 mil ligações domiciliares e 101 estações elevatórias de esgoto (EEE), além de sete estações de tratamento (ETEs) e emissários submarinos em Santos e Praia Grande.

O litoral norte recebeu 240 milhões de reais e as obras contemplaram 390 quilômetros de redes coletoras, coletores tronco, interceptores e emissários. São 126 mil novas ligações domiciliares, 155 estações elevatórias de esgoto, 15 estações de tratamento, uma estação de pré-condicionamento e melhoria dos dois emissários submarinos em São Vicente e construção de um novo em Ilha Bela.

Prevenindo doenças

Estudos produzidos pela Organização Mundial da Saúde - OMS - mostram que para cada dólar investido em saneamento básico, outros cinco são economizados em despesas hospitalares.

Nesse sentido, o Governo do Estado tem investido, em parceira com a Sabesp, para desenvolver e ampliar a rede de esgoto. O saneamento básico é uma ferramenta importante para prevenir as doenças provocadas pelo consumo e contato com água contaminada. Com a coleta e o tratamento dos esgotos, o combate à cólera, diarréia e hepatite A, que atingem principalmente crianças e idosos, será mais eficiente.

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