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Duas suspeitas de envolvimento em crime milionário são libertadas

Duas suspeitas de envolvimento em crime milionário são libertadas

Atualizado: Terça-feira, 28 Dezembro de 2010 as 11:25

A irmã e a mulher de Thales Maioline, suspeitas de envolvimento no golpe milionário contra investidores mineiros, foram libertadas da prisão. De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), as duas receberam alvará de soltura no dia 24 de dezembro.

A assessoria da Polícia Civil disse que o prazo da prisão temporária delas venceu e que a preventiva para as suspeitas não foi pedida. Segundo a polícia, os delegados responsáveis pela investigação ainda não definiram se o pedido para a preventiva será feito.

No dia 20 de dezembro, a irmã e a mulher de Thales Maioline – preso desde 12 de dezembro – se apresentaram à polícia acompanhadas de advogados. Elas ficaram detidas até véspera do Natal no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp Centro-Sul), em Belo Horizonte.

Entenda o caso

Thales Maioline se entregou à polícia no domingo (12) e foi levado para o Centro de Remanejamento de Segurança Prisional (Ceresp) São Cristovão, de acordo com a Polícia Civil. Ele era procurado desde o início de agosto, quando teve a prisão decretada. O suspeito teria sumido com o dinheiro de investidores mineiros atraídos pela promessa de rentabilidade alta. Maioline se apresentou espontaneamente à Seccional Noroeste, no bairro Alípio de Melo e passou por exame de corpo de delito.

O advogado Marco Antônio de Andrade, que defende o suspeito, disse o G1 que o cliente decidiu se entregar para "dar solução ao caso". "Não fazia sentido continuar onde estava, se tornar um eterno fugitivo não tem razão de ser", falou o advogado.

Thales Maioline era dono da Firv Consultoria. Segundo a polícia, ele teria dado o golpe milionário em cerca de dois mil investidores de varias cidades mineiras. O suspeito desapareceu e pouco depois teve a prisão decretada.

Segundo as investigações, a Firv captava recursos, oferecia altos rendimentos, mas não conseguia pagá-los. A empresa com sede em Belo Horizonte teria uma ramificação em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. Alguns investidores foram investigados por sonegação, por não terem declarado as aplicações ao Imposto de Renda.

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