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Em Lima, Dilma discute crise nos Estados Unidos e Europa

Em Lima, Dilma discute crise nos Estados Unidos e Europa

Atualizado: Quinta-feira, 28 Julho de 2011 as 4:33

Dilma Rousseff cumprimenta o prefeito de

Urubamba na chegada a Lima, Peru.

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

  A presidente Dilma Rousseff participa na tarde desta quinta-feira (28) da reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Lima, no Peru. Ela desembarcou na capital peruana na noite desta quarta (27) onde vai participar da cerimônia de posse do presidente do país Ollanta Humala.

A reunião do grupo que reúne 12 países da América do Sul foi marcada para discutir a necessidade de integração da região, diante dos problemas econômicos enfrentados por Estados Unidos e países da União Europeia.

No encontro, Humala vai reiterar a sua disposição de defender a integração do continente. Dilma permanecerá menos de 24 horas no país. Depois de participar das duas solenidades de posse e transmissão do cargo, no Congresso e no Palácio de Governo, Dilma comparecerá ao almoço com os 14 presidentes que confirmaram presença no evento.

Na chegada ao hotel, em Lima, o assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, citou a importância da reunião da Unasul no momento em que os Estados Unidos e a Europa estão enfrentando graves problemas econômicos.     Ele disse que, por isso mesmo, é preciso fortalecer a integração da região. "Não se pode omitir os fatos de que uma crise nos países centrais vai ter consequências sobre nós. Portanto, a unidade da região é fundamental", disse.

Os problemas econômicos nos Estados Unidos e na Europa, segundo Garcia, certamente estarão no cenário da reunião da Unasul.

"Se tivermos um movimento de recessão muito forte, aqueles países que estão mais centrados nas exportações, e o Peru é um deles, vão se ver comprometidos e vão ter de fazer uma reorientação", observou.

Para Marco Aurélio, estes movimentos reforçam a aposta brasileira do governo da importância do mercado sul-americano.

"O continente tem de estar preocupado com a situação mundial porque estamos assistindo modelos econômicos derretendo e com riscos muito grandes para os países que estão se saindo bem no momento atual, a despeito de tudo isso", disse Marco Aurélio, referindo-se ao Brasil. Ele afirmou ainda que não haverá discussão de questões aduaneiras na reunião da Unasul.

Bolsa-Família

Segundo o assessor, a presença da presidente Dilma na posse é importante porque Humala elegeu-se com um programa muito sintonizado com as mudanças que estão ocorrendo na América do Sul e no Brasil em particular.

"Nós temos de associar crescimento com distribuição de renda. Não basta só crescer e a população ficar aos Deus dará", disse Marco Aurélio, que se referia à intenção dos peruanos de reforçarem o seu programa de apoio às populações carentes do país.

Hoje, 481 mil famílias peruanas recebem o ajuda de um programa Juntos, uma iniciativa social local semelhante ao Bolsa Família do governo brasileiro. Mas o programa tem graves problemas de irregularidades com duplo cadastramento de pessoas atendidas.

O Peru quer ajuda do Brasil para importar o modelo de cadastro único de benefício e quer encontrar uma porta de saída para as famílias atendidas. Hoje, 34% da população do país, que é de 30 milhões de habitantes, vive em situação de pobreza extrema.          

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