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Greenpeace pede a Lula que garanta redução do aquecimento global

Greenpeace pede a Lula que garanta redução do aquecimento global

Atualizado: Terça-feira, 13 Outubro de 2009 as 12

Ativistas do Greenpeace estiveram hoje, 13 de outubro, em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), atual sede do governo, para pedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva leve propostas concretas contra o aquecimento global a Copenhague.

No CCBB, estavam reunidos o presidente da República e ministros para definir as propostas que serão levadas pelo governo brasileiro à Conferência da Organizações das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o coordenador da Campanha de Clima do Greenpeace, João Talocchi, o principal objetivo do protesto é pedir ao presidente Lula que garanta um acordo efetivo na Conferência do Clima da ONU sobre o aquecimento global.

"O Greenpeace veio aqui para pedir uma posição efetiva no combate às mudanças climáticas do governo brasileiro. A gente quer o desmatamento zero, energias renováveis e a proteção dos oceanos. A gente precisa reduzir a emissão de gases de efeito estufa", afirma.

De acordo com o Greenpeace, o primeiro passo a ser dado é zerar o desmatamento da Amazônia até 2015. O governo federal apresentou uma meta de redução de 80% do desmatamento até 2020.

Talocchi explica que este projeto é insuficiente, pois ainda permitirá a derrubada de mais de 1,5 bilhão de árvores na próxima década. "É inaceitável que se emita toda essa quantidade de carbono e se destrua a floresta dessa maneira, já que ela fornece benefícios ambientais. É um patrimônio enorme que o Brasil tem que proteger e não pode permitir que 5 mil hectares de florestas sejam desmatados todo ano".

O protesto contou com bonecos fantasiados, que representavam as reivindicações do movimento. O objetivo principal era que a caricatura do presidente entregasse uma passagem aérea a Lula para Copenhague, somada às propostas do Greenpeace.

A presidência enviou um representante da Secretaria Nacional de Comunicação Social para receber as propostas dos ativistas.

Segundo Manuel Messias, assistente da secretaria nacional de articulação social da Secretaria Geral, as propostas serão apresentadas ao presidente. "A documentação e o material vão ser todos encaminhados e posteriormente vocês poderão acompanhar o andamento de toda a documentação e processo."

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