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Justiça mantém prisão de PMs acusados de integrar 'highlanders'

Justiça mantém prisão de PMs acusados de integrar 'highlanders'

Atualizado: Quinta-feira, 4 Novembro de 2010 as 4:47

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a prisão de três policiais militares acusados de fazer parte do grupo de extermínio conhecido como "highlanders". Eles foram condenados em julho deste ano a 18 anos e 8 meses de prisão pela morte do deficiente Antonio Carlos da Silva Alves, conhecido como Carlinhos, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Três PMs entraram com pedido de habeas corpus para recorrer da sentença em liberdade.

O relator do caso, desembargador Fábio Gouvêa, indeferiu, em caráter liminar, o pedido. Em seu voto, entendeu não haver os requisitos para concessão da medida. "A revogação das prisões cautelares por falta de fundamentação e consequente apelo em liberdade há de ser deferida apenas nos casos em que surge flagrante a ilegalidade afirmada", concluiu o magistrado.

Segundo testemunhas, a equipe abordou Carlinhos, de 31 anos, em 9 de outubro de 2008, no Jardim Capela, na Zona Sul de São Paulo. Ele foi encontrado decapitado, com as mãos arrancadas e com um corte no formato de cruz na barriga, em Itapecerica. A suspeita é que tenha sido espancado até a morte. Na sentença, o juiz Antonio Franla Hristov afirmou que os policiais "deveriam ter sido os primeiros a proteger a vítima". A seu ver, houve abuso de autoridade.

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