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Lindemberg pede perdão à mãe de Eloá por morte de jovem

Lindemberg pede perdão à mãe de Eloá: 'Entendo a dor'

Atualizado: Quarta-feira, 15 Fevereiro de 2012 as 2:46

Logo no início de seu depoimento, Lindemberg Alves, acusado de matar Eloá Pimentel, pediu perdão à mãe da vítima, Ana Cristina Pimentel, nesta quarta-feira (15). Lindemberg começou a ser interrogado pouco depois das 14h no Fórum de Santo André, no ABC.

"Quero pedir perdão para a mãe dela em público, pois eu entendo a sua dor", disse o réu, segundo informou o Tribunal de Justiça de São Paulo em seu Twitter. Ela é a primeira vez que Lindemberg fala sobre o crime desde que foi preso, em outubro de 2008.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a juíza Helena Dias leu a denúncia para o réu e iniciou as perguntas. O julgamento do caso Eloá entrou em seu terceiro dia nesta quarta. Segundo o acusado, ele e a Eloá mantiveram relacionamento amoroso por 2 anos e 3 meses. "Eu era muito amigo da família", disse.

Pela manhã, o tenente Paulo Sérgio Squiavo, que comandava a equipe do Gate que invadiu o apartamento onde Lindemberg mantinha Eloá refém, disse durante seu depoimento que o réu estava eufórico após os disparos feitos. Segundo Squiavo, Lindemberg teria gritado “Tô vivo e a matei”.

Squiavo foi o primeiro a depor no Tribunal do Júri, no Fórum de Santo André, no ABC, nesta quarta. Ele foi ouvido das 10h50 às 12h20.

O comandante da Polícia Militar disse ainda que só invadiu o apartamento porque já havia recebido ordens de seus superiores que poderia fazê-lo caso “estivesse insustentável a situação dos reféns”.

Squiavo afirma que só entrou no apartamento após ouvir um disparo, juntamente com outros quatro policiais. Segundo ele, foi detonada uma bomba. Pelo vão da fresta, ele afirma ter visto Lindemberg atirar mais duas vezes. O policial disse que se quisesse poderia ter matado o réu. O Gate, segundo ele, disparou um tiro de bala de borracha contra Lindemberg, que jogou a arma no chão e foi rendido.

No início desta tarde, a advogada de Lindemberg Alves, Ana Lúcia Assad, garantiu que Lindemberg daria sua versão sobre o caso durante o julgamento. “Ele nunca se pronunciou, é o primeiro momento que vai dar a versão dele. Ele está calmo, tranquilo, focado, está preparado para falar", afirmou.

Questionada sobre como preparou o réu para o interrogatório, ela disse que não deu orientações. "Eu não oriento ninguém. Não oriento cliente nem testemunha. Ele vai falar a verdade e estou aqui para garantir que seja julgado com lisura”, garantiu a defensora. Lindemberg preferiu o silêncio durante a investigação do caso e a fase de instrução do processo.

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