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Lojistas esperam autorização para retirar mercadorias na Feirinha

Lojistas da Feira da Madrugada em São Paulo aguardam autorização para retirada de mercadorias

Atualizado: Quarta-feira, 29 Maio de 2013 as 8:24

feira da madrugadaCentenas de comerciantes aguardavam autorização da Prefeitura para poderem esvaziar os estandes da Feirinha da Madrugada, na região do Brás, no Centro de São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (29), prazo final para a desocupação da área. 
 
Ao chegarem ao local onde funciona a feira, se depararam com imensos blocos de concreto em frente aos portões lacrados por correntes e cadeados.
Muitos comerciantes caminhavam de um portão ao outro sem saber o que fazer. "Não estão deixando entrar. Como vamos tirar as nossas mercadorias?", indagou uma lojista, que pediu para não ser identificada.
Alguns deles desde domingo estão dormindo na área onde estão instaladas cerca de 4,5 mil lojas, que terão de ser esvaziadas.
"Não existe documento nenhum que diz que a feira tem de ser fechada. Não recebemos nada", reclamou Cláudio Nascimento dos Santos, de 38 anos, um dos lojistas que dormiu no local. "Estamos aqui desde domingo porque já imaginávamos que isso poderia acontecer. Às 10h30 (da noite, desta terça-feira), os carros da CET vieram e começaram a colocar os blocos nos portões", disse Claudio.
 
Alguns lojistas, portando faixas e cartazes de protesto, chegaram a bloquear rapidamente, por volta das 3h30 desta quarta, a pista da Avenida do Estado, sentido da Marginal Tietê, onde há um dos portões da Feira da Madrugada, mas logo deixaram a via após a intervenção de policiais militares.
Por volta das 5h, eles ocupavam duas faixas da direita da pista, gerando lentidão no trânsito da região. Além disso, a Rua São Caetano foi bloqueada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no cruzamento com a pista sentido Ipiranga da Avenida do Estado, prejudicando a ciculação de ônibus.
 
Com a feira fechada, poucos compradores apareceram na madrugada desta quarta-feira. E quem se dispôs a madrugar, foi pego de surpresa, como a comerciante Sueli Costa, que veio chegou de Salvador na segunda-feira (27) justamente para fazer compras. "Ontem (terça-feira), eu vim na feirinha e não ouvi nenhum comentário sobre o fechamento", disse.
Ela disse que não comprou tudo no primeiro dia porque "já estava carregada". "Voltei hoje (quarta) para quarta umas bolsas e bijuterias. As coisas que eu vi e gostei só tinha aqui. Vou voltar amanhã (quinta-feira, 30) para Salvador sem ter comprado tudo o que queria", lamentou.
 
Reforma
Os lojistas têm até esta quarta-feira para esvaziar as 4,5 mil lojas, segundo a Prefeitura da capital. Após a retirada das mercadorias, será iniciada a reforma. A feira deverá ser reaberta no começo de agosto.
Na madrugada desta terça-feira (28), as lojas da feira abriram normalmente mesmo após o Tribunal Regional Federal (TRF) cassar a liminar que permitia o funcionamento do local, nesta segunda (27). Segundo a determinação, os comerciantes teriam até quarta-feira para retirar suas mercadorias.
 
A Prefeitura começará a reforma no dia 3 de junho. O espaço permanecerá fechado e não serão permitidas operações em seu interior. Serão realizadas intervenções hidráulicas, elétricas e de alvenaria. A estimativa é que as obras durem 60 dias.
 
Histórico
A Prefeitura de São Paulo determinou o fechamento administrativo da Feira da Madrugada por meio de uma portaria (14/2013) publicada no último dia 30 de abril no Diário Oficial da Cidade.
No dia 9, os comerciantes do local obtiveram uma liminar na 24ª Vara Federal para manterem o espaço aberto, sob a condição de que realizassem reformas para garantir a segurança da feira.
O Corpo de Bombeiros vistoriou o local e considerou que as reformas foram "insuficientes para a garantia de segurança da integridade física de comerciantes e frequentadores".
Com base na avaliação dos Bombeiros, a administração municipal recorreu da decisão do juiz da 24ª Vara Federal para prosseguir com o plano de reforma. A liminar foi cassada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região nesta segunda (27).
 

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