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Manifestantes fazem nova Marcha da Maconha neste sábado

Manifestantes fazem nova Marcha da Maconha neste sábado

Atualizado: Sábado, 2 Julho de 2011 as 9:28

Por volta das 14h deste sábado (2), manifestantes vão se reunir novamente na avenida Paulista na Marcha da Maconha. Segundo os organizadores, essa é a primeira vez depois de quatro anos de proibições pela Justiça (que alegava apologia ao crime) que o protesto ocorrerá sem censuras. No dia 15 de junho, o STF (Supremo Tribunal Federal) liberou o evento por unanimidade.

Com oito votos, o Supremo decidiu que as manifestações a favor da droga podem ser feitas no país. Para o Supremo, proibir a marcha é violar a liberdade de expressão e de reunião de pessoas.

Os organizadores afirmam que a Marcha da Maconha é uma manifestação pública que defende a regulamentação do plantio, distribuição e o uso. Eles afirmaram também que até agora há 5.000 pessoas confirmando presença no local pelas redes sociais. A A Polícia Militar disse, na manhã deste sábado, que irá acompanhar o evento e que não há estimativa de público.

Governador

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmim, afirmou que a liberação da Marcha da Maconha em todo o país pelo STF vai evitar novos confrontos como os que ocorreram na última manifestação em SP com a Polícia Militar, em maio deste ano. Na ocasião, a corporação acabou prendendo seis pessoas e usou bombas de gás lacrimogêneo para conter os manifestantes. 

- Acho que vai diminuir os conflitos. O primeiro episódio ocorreu porque houve uma decisão judicial que proibia a marcha. Então, o que você faz? Cumpre o que o juiz falou e não deixa ninguém sair na rua, ou descumpre uma decisão e deixa as pessoas? É uma coisa esquisita. 

  Dias antes da manifestação, a Justiça, a pedido de representantes do Ministério Público do Gaerpa (Grupo de Atuação Especial de Repressão e Prevenção aos Crimes Previstos na Lei Antitóxicos), proibiu a marcha que reivindica a legalização da maconha. As pessoas saíram para a rua e depois fizeram um acordo com a PM, afirmando que não fariam apologia à droga. 

- A polícia não deve proibir as pessoas de se manifestar. Ela deve preservar a ordem pública. A decisão do Supremo clareou essa questão e deixa que as pessoas se manifestem. Não há nenhum problema.

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