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Médicos residentes de SP aderem à greve nacional da categoria

Médicos residentes de SP aderem à greve nacional da categoria

Atualizado: Quinta-feira, 19 Agosto de 2010 as 2:59

Em assembleia na manhã desta quinta-feira (19), os médicos residentes do estado de São Paulo confirmaram a adesão à greve nacional da categoria, iniciada na terça feira (17). Cerca de 500 residentes de diversos municípios paulistas se reuniram no vão livre do Masp, segundo os organizadores.

"Não aderimos na terça porque estávamos reunindo as associações locais para dar um posicionamento estadual e hoje estamos juntos numa greve por tempo indeterminado", explicou  o diretor da Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), Gustavo Barros.

Durante a paralisação, a categoria promete manter apenas os atendimentos de emergência, funcionando com escala mínima de plantão. A orientação é que 30% do corpo clínico (médicos e residentes) continuem trabalhando.

Segundo ele, o estado representa 45% dos residentes de todo o país, o que representa cerca de 9 mil dos cerca de 20 mil residentes que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS). A associação aguarda receber o ofício da contra-proposta já feita do Ministério da Saúde para retomar a negociação. Na segunda (16), o ministério ofereceu aumento de 20% na bolsa a partir do orçamento de 2011, mas até agora a proposta não foi aceita pelos residentes.

Os residentes recebem R$ 1.916,45 desde 2006. Entre as reivindicações estão um reajuste de 38,7% na bolsa mensal, instituição de data-base anual para reajuste, 13º salário, aumento da licença maternidade de quatro para seis meses e de paternidade de cinco dias, além de adicional de insalubridade.

O Hospital de Heliópolis aderiu a greve desde terça feira (17) e a partir desta quinta (19) foram incluídos os hospitais universitários da Universidade de São Paulo (USP), do Santa Marcelina, do Servidor Público Estadual, Emílio Ribas, Menino Jesus, do Campo Limpo, Mandaqui e Ipiranga. Em Campinas, aderiram os Hospitais Mário Gatti, da PUC, e Unicamp. Em Sorocaba, a PUC; e em Ribeirão Preto, o hospital universitário da USP. 

O diretor da Ameresp disse que ainda não entrou em contato com a Secretaria do Estado de Saúde para marcar uma reunião. Os residentes paulistas recebem a bolsa através da secretaria e do Ministério da Educação.

Os médicos residentes irão se reunir novamente no próximo fim de semana para avaliar a paralisação e as propostas do Ministério da Saúde.

Postado por: Thatiane de Souza

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