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Menino que recebeu coração novo segue em estado grave

Menino que recebeu coração novo segue em estado grave

Atualizado: Segunda-feira, 18 Abril de 2011 as 2:56

A assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) informou, nesta segunda-feira (18), que o menino Patrick Hora Alves, de 10 anos, que foi submetido a uma cirurgia de transplante de coração na sexta-feira (15), segue em estado grave, necessita de suporte cardiorespiratório e renal e permanece sedado.

De acordo com a assessoria, ele ainda se encontra num período crítico, mas vem respondendo bem ao tratamento. A mulher que doou o coração para o menino tinha 37 anos e morava em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Segundo a assessoria do hospital, o coração chegou ao Rio de helicóptero.

Cirurgia foi um sucesso, diz médico

Na sexta-feira, o cardiologista do hospital, Alexandre Siciliano, classificou como um "sucesso" o transplante, mas reiterou que, por se tratar de uma cirurgia de alto risco, as próximas 72 horas ainda são consideradas críticas. Neste período, a criança poderá apresentar rejeição ao novo coração, assim como sangramentos, arritmias e paradas cardíacas.

Segundo ele,  Patrick ficará, no mínimo, 30 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica do hospital e precisará tomar remédios para a vida toda.

De acordo com o diretor do INC, Marco Antonio Mattos, cerca de 30 profissionais, entre médicos, enfermeiros e assistentes sociais trabalharam no processo de transplante do menino. Patrick foi a primeira criança do Brasil a conviver com um coração artificial por cerca de 30 dias. O diretor explica que Patrick sofria de uma doença genética chamada miocardiopatia restritiva. Desde então, o menino teve dois coágulos no coração e o órgão acabou se deteriorando, após uma das cirurgias para a retirada do coágulo. O coração artificial poderia ficar no corpo da criança por até três meses.

Suspeitos de agredir doadora são presos

Na sexta-feira (15), agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda, no Sul Fluminense, prenderam a filha e o companheiro da mulher que teve o coração doado ao menino Patrick. Segundo a Polícia Civil, os dois são suspeitos de espancar a pauladas a doadora. Ela teve morte cerebral no Hospital Santa Margarida, naquele município.

A agressão ocorreu na segunda-feira (11) e a vítima, de 37 anos, estava internada desde então. De acordo com a polícia, os dois tiveram o mandado de prisão temporária expedido pela 2ª Vara Criminal do Juizado de Violência Doméstica, por lesão corporal seguida de morte.

A doadora morava com o companheiro em Barra Mansa há 9 anos. De acordo com a Polícia Civil, a vítima desconfiou que seu companheiro estivesse tendo um caso com a sua filha. Ela encontrou os dois em Volta Redonda, num local conhecido como Beco do Cabelo, no bairro de São Geraldo. Após uma discussão, a doadora foi agredida pela filha e pelo companheiro, informou a polícia.

De acordo com a polícia, uma filha de 15 anos da vítima, ao saber que a mãe teve morte cerebral na quinta-feira (14), relatou a agressão a policiais. A polícia informou ainda, que, segundo relato da jovem, a mãe teria ligado no momento em que estava sendo agredida para pedir ajuda.      

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