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Na Espanha, Lula diz ter convicção da vitória de Dilma

Na Espanha, Lula diz ter convicção da vitória de Dilma

Atualizado: Quarta-feira, 19 Maio de 2010 as 5:07

As eleições presidenciais no Brasil não vão alterar o rumo do País, seja quem for o vencedor. A garantia foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma plateia de investidores espanhóis nesta quarta-feira (19) em Madri. Depois de lembrar o preconceito que sofreu da classe empresarial nos anos 80 e 90, Lula disse apostar na maturidade política do País, adaptando a célebre frase atribuída ao ex-presidente da França, Charles de Gaulle.

- O Brasil aprendeu a ser sério.

Com as declarações, Lula visava tranquilizar os investidores espanhóis sobre a estabilidade econômica e política do País em meio à campanha eleitoral. O cenário, lembrou o presidente, é diferente do vivido por ele mesmo nas eleições de 2002, 1998, 1994 e 1989, nas quais foi candidato pelo PT.

Lula disse ter convicção de que elegerá a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do partido à Presidência. Mas assegurou aos empresários que uma eventual vitória do pré-candidato do PSDB, José Serra, não representa um risco para a estabilidade do País.

- Embora haja diferenças de programa e de candidatos, é muito difícil quem ganhar as eleições mudar o Brasil a ponto de voltar a ser o que era antes. O Brasil aprendeu a ser sério.

Lula narrou aos ouvintes um encontro com um empresário espanhol que portava um documento com informações sobre Dilma, descrevendo-a como ''guerrilheira''.

- Essa ex-guerrilheira pode ser a próxima presidente da República. O Brasil não aceita mais esse preconceito, esse debate.

Prova disso, disse, são as boas relações que os candidatos mantém entre si.

- A Marina Silva era minha ministra de Meio Ambiente até outro dia. O José Serra, embora seja do PSDB, é amigo de todo mundo aqui.

O presidente descreveu o pleito de 2010 como ''uma conquista da democracia brasileira'', porque traz como elemento novo a estabilidade política e econômica.

- Nunca estivemos em um processo eleitoral tão tranquilo como o de agora, sem nenhum jornal e nenhum empresário com medo de quem vai ganhar.

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