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'Nós não vamos nos omitir', diz Alckmin ao defender internação de dependentes

'Nós não vamos nos omitir', diz Alckmin ao defender internação de dependentes

Atualizado: Terça-feira, 22 Janeiro de 2013 as 7:31

dependentesAgência Estado

Governador de São Paulo defendeu a internação involuntária de dependentes químicos e garantiu que o Estado terá leitos para todos aqueles que necessitem do tratamento

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a defender nesta segunda-feira (21) a internação involuntária de dependentes químicos e garantiu que o Estado terá os leitos suficientes para todos aqueles que necessitem do tratamento.

"Dependência química é doença, como é o apendicite, como é a pneumonia. Precisa de tratamento. Você tem casos que trata uma doença no consultório, ambulatorialmente, e tem casos que você tem que internar, para isso tem hospital\", garantiu o Alckmin durante vistoria às obras de construção de um piscinão para conter enchentes na região da Avenida do Estado, na capital paulista.

De acordo com o governador, a dependência química é um problema de saúde pública que demanda respostas do Estado. \"O que se deseja é dar a mão para essas pessoas, ajudar as famílias e salvar vidas. Porque tem pessoas morrendo nas ruas e porque chegam num tal ponto de desnutrição que pegam todas as doenças chamadas intercorrentes e acabam indo a óbito. São casos graves. Mas esse é um problema de saúde pública e nós não vamos nos omitir\", garantiu. \"A regra tem que ser tratamento ambulatorial. Mas não vamos desistir de casos graves. Queremos que mais de 90% (das internações) sejam (voluntárias)\".

Em seu discurso, Alckmin defendeu ainda a existência de hospitais que tratam de doenças mentais, apesar de ressaltar que o objetivo do governo é tratar os pacientes ambulatorialmente. \"Há uma tese equivocada que tem que fechar todos os hospitais de doença mental. Não é assim. A visão deve ser sempre ambulatorial\", argumentou.

O governador afirmou ainda que o Estado dispõe de leitos suficientes para tratar os dependentes que busquem tratamento ou que acabem internados involuntariamente. \"Nós temos vagas, se houver necessidade de mais vagas, nós contratamos\". Atualmente, o Estado dispõe de 691 leitos para esse tratamento e, segundo Alckmin, outros 500 serão entregues em breve.

Na opinião do governador, o novo serviço que será oferecido no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) - que terá plantão de juiz, promotor, advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e agentes de saúde - será um incentivo àqueles que buscam tratamento. \"Vai aumentar (inclusive) as internações voluntárias\", concluiu o governador.


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