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'Polícia Militar está em prontidão', afirma coronel da PM no Rio

'Polícia Militar está em prontidão', afirma coronel da PM no Rio

Atualizado: Quarta-feira, 24 Novembro de 2010 as 10:41

Após 11 ataques entre a noite de terça-feira (23) e a madrugada desta quarta-feira (24), a Polícia Militar informou que todo seu contingente está de prontidão. Segundo o relações públicas da PM, coronel Lima Castro, todos os policiais militares foram convocados e o expediente não tem horário de término.

“Toda a Polícia Militar está de prontidão. O esquema anterior era de redução de folgas, mas nesse momento todos os policiais que estavam em casa foram convocados e o expediente não tem hora para acabar”, informou o coronel.

No início da manhã desta quarta, policiais militares e bombeiros foram chamados para um incêndio ocorrido num ônibus, na Avenida Vicente de Carvalho, próximo da estação do metrô de Vicente de Carvalho, no subúrbio do Rio. Outros dois veículos foi encontrados em chamas em Cavalcanti e em Santa Cruz, no subúrbio e na Zona Oeste.

A decisão de deixar a PM em prontidão aconteceu na manhã desta quarta, em uma reunião no Quartel Central da Polícia Militar, no Centro do Rio, entre representantes da cúpula da instituição.

Segundo Coronel Lima Castro adiantou, durante a reunião, foi decidido que haverá reforços na Baixada Fluminense. Durante a madrugada, um ônibus foi incendiado por criminosos na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Engenho Pedreira.

“O comandante do batalhão local está em alerta e vamos reforçar o patrulhamento no local. As operações em comunidades do Rio também vão continuar”, disse.

Estratégias não falharam, diz PM

A Polícia Militar do Rio afirmou nesta manhã que a estratégia traçada inicialmente pelos órgãos de segurança pública não falhou.

“(A estratégia) Não falhou. Fizemos uma reunião no Quartel General, quando foram dadas novas ordens, mas a participação da comunidade é fundamental. Estamos trabalhando em cima de denúncias e checando informações. As tropas continuam nas ruas e daremos seqüência ao trabalho hoje. Vai ser feito uma reunião para que se verifique se os horários tem que ser trocados, policiais remanejados e definir esses locais. Já temos alguma coisa preparada desde ontem”, disse o Relações Públicas da PM, coronel Lima Castro.

Cronologia dos ataques

Os novos ataques aconteceram em diferentes pontos do estado. Segundo a PM, os crimes aconteceram na Dutra; no Rio Comprido, na Zona Norte; no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste; em Belford Roxo e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e em São Gonçalo e Niterói, na Região Metropolitana. Foram 12 veículos incendiados apenas nesta madrugada.

Desde domingo, aconteceram, no total, 20 ataques, com 21 veículos incendiados e três cabines da Polícia Militar baleadas. Os locais alvos de violência foram a Linha Vermelha, a Via Dutra, Irajá e Del Castilho, no subúrbio; Tijuca e Estácio, na Zona Norte; Laranjeiras e Lagoa, na Zona Sul

Operações terminam com 8 presos e 2 mortos

Na terça (23), a Polícia Militar confirmou que oito homens foram presos, e outros dois, mortos, durante operações realizadas na terça (23), em favelas do Rio. Em nota oficial, a PM afirmou, ainda, que dois menores foram detidos na região de Copacabana, na Zona Sul. As ações aconteceram após uma série de ataques de criminosos registrados nas últimas 48h na cidade.

As prisões, de acordo com a Polícia Militar, ocorreram nas regiões de Copacabana; da Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio; em Manguinhos, também no subúrbio; em São Gonçalo, na Região Metropolitana; e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

As operações começaram ainda pela manhã e contaram com equipes das políciais Civil e Militar. Os policiais também estiveram nas comunidades Varginha, em Manguinhos, Parque União e Nova Holanda, na Maré, Arará, em Benfica, Jacarezinho, no Jacaré, Tuiuti e Barreira do Vasco, em São Cristóvão, Morro do Encontro e Cotia, no Grajaú,  Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa, e na Vila Joaniza e Barbante, na Ilha do Governador.

Policiamento

Na segunda (22), o comandante geral da PM, coronel Mario Sérgio Duarte, disse que vai antecipar o esquema de policiamento do fim de ano. Segundo ele, folgas serão reduzidas para aumentar o efetivo, PMs que fazem trabalhos internos passarão a atuar nas ruas e 7 mil novos policiais serão contratados até o fim de 2011.

Até o fim de dezembro, de acordo com a polícia, mais 250 motocicletas vão circular pela cidade. Na segunda-feira, 140 veículos foram distribuídos para os batalhões: “Irão intensificar o policiamento nestas áreas que estão sendo alvo desses criminosos”, disse o coronel Mário Sérgio.

Além do aumento do efetivo da Polícia Rodoviária Federal no Rio, com a transferência de agentes de vários estados do país, o reforço na segurança vai contar ainda com um helicóptero usado em ações táticas operacionais com equipes especializadas. Com a medida, haverá um aumento 200% no efetivo que atua nas estradas federais no estado.

Os primeiros ataques começaram há quase dois meses. No início, as autoridades chegaram a negar a possibilidade dos crimes para não amedrontar a população. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no fim de setembro, foram três carros roubados e um homem feito refém.

Governo pede transferência de presos

O governo do Rio pediu na terça-feira (23) a transferência de pelo menos oito detentos para presídios de segurança máxima fora do estado. A informação é do secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, que afirma que esse número pode chegar a 13. O pedido de transferência já foi feito à Vara de Execuções Penais.

O secretário também confirmou que o governo recebeu informações, ainda não confirmadas pelos órgãos de inteligência da polícia, de que duas grandes facções criminosas do Rio teriam se unido para ordenar os ataques. Ele explicou também que a Secretaria recebeu há cerca de um mês algumas informações sobre os atos criminosos, mas de acordo com Beltrame, muitos deles não se confirmaram ou foram reprimidos pela polícia.

O Ministério da Justiça também informou que a Força de Segurança Nacional está em estado de alerta e pode ser acionada a qualquer momento a pedido do governo do Estado do Rio. No entanto, a princípio, o secretário de segurança do Rio revelou que não pretende usar a Força Nacional para conter os atos criminosos.

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