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Sargento morto é suspeito de armar explosão em carro de bicheiro

Sargento morto é suspeito de armar explosão em carro de bicheiro

Atualizado: Sexta-feira, 2 Julho de 2010 as 7:41

O sargento do exército Volber Roberto da Silva Filho, de 39 anos, morto   nesta quinta-feira (1º) acusado de tráfico internacional de armas, é o principal suspeito pela explosão que   provocou a morte do filho do contraventor Rogério Andrade , em abril deste ano. De acordo com a policia, o sargento teria sido contratado pelos próprios integrantes da quadrilha de Andrade.

Ainda segundo a polícia, o sargento era um dos principais traficantes de armas do Rio e atendia a duas facções criminosas rivais da cidade. Volber trabalhava no Batalhão de Logística do Exército em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, e usou a profissão para conseguir facilidades na atividade criminosa.

Segundo o Comando Militar do Leste, o sargento estava de licença para tratar de assuntos particulares desde fevereiro de 2009 e, nesse período, não recebia salário.

Denúncia anônima entregou sargento Na noite de quinta-feira (30), a polícia recebeu uma denúncia anônima dizendo que o sargento estaria num motel em Jacarepaguá, na Zona Oeste, acompanhado de três homens e duas mulheres. Os agentes entraram no local, ele reagiu e acabou morto.

Com o sargento foram apreendidas duas pistolas 9 milímetros não registradas, vários carregadores, além de munição. De acordo com a polícia, uma das armas poderia se transformar numa minimetralhadora.

Como era o esquema Os agentes também tiveram acesso à contabilidade das últimas negociações do sargento no tráfico de armas. Em apenas uma delas, ele faturou R$ 178 mil. A polícia afirma que Volber praticava o crime há pelo menos três anos.

Segundo as investigações, o sargento buscava armas e munição no Paraguai. O armamento ilegal abastecia o tráfico principalmente nas favelas do Dendê, na Ilha do Governador, Acari, no subúrbio e Coreia, Vila Aliança e Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio.

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