Seis governadores aliados turbinam plano contra miséria

Seis governadores aliados turbinam plano contra miséria

Atualizado: Segunda-feira, 4 Julho de 2011 as 8:53

Com incentivo do MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), seis governadores aliados da presidente Dilma Rousseff já lançaram ou lançarão planos próprios para erradicar a miséria, facilitando a meta federal de tirar 16,2 milhões de pessoas da pobreza extrema até 2014.

Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul já anunciaram seus programas. Rondônia e Maranhão devem fazê-lo nos próximos meses.

Juntos, eles implicam um investimento prometido de ao menos R$ 3,3 bilhões em recursos estaduais até 2014. É um dispêndio ainda pequeno se comparado aos R$ 20 bilhões anuais do Brasil sem Miséria, o programa federal.

Apesar de nenhum Estado governado por opositores estar na lista, a intenção, segundo afirma o MDS, é que a iniciativa chegue a todas as unidades da federação _em especial São Paulo e Minas Gerais, que concentram grandes populações de miseráveis. Em todos os casos, há ajuda técnica ou orientação de funcionários do governo.

Ana Fonseca, secretária do MDS responsável pelo Brasil sem Miséria, disse que não será possível, daqui a três anos e meio, precisar quais pessoas ascenderam socialmente devido à União ou os governos estaduais.

Para Fonseca, "não seria desejável" que o governo federal carregasse sozinho a responsabilidade de extinguir a pobreza extrema.

Os planos estaduais se assemelham ao Brasil sem Miséria, principal aposta social da gestão Dilma.

Os Estados usam três eixos básicos (transferência de renda, inclusão produtiva e ampliação de acesso a serviços) e afirmam querer integrar e melhorar diferentes políticas públicas já existentes, partindo do princípio de que a miséria é "multifatorial", e não restrita à renda.

O primeiro a lançar seu plano foi o Rio, comandado por um dos governadores mais próximos de Lula, Sérgio Cabral (PMDB).

Os fluminenses criaram uma complementação do Bolsa Família --principal programa de transferência de renda do governo federal.

Outros programas estaduais também complementarão ações federais.

Os Estados assumiram parte do papel de criar o "mapa de oportunidades", levantamento que indicará que tipo de carência de mão de obra existe em cada região.

Com isso, espera-se, serão criadas oportunidades de trabalho a essa parte da população, e ela não precisará mais de dinheiro público para ficar longe da miséria.

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