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Sob protocolos, EUA e Brasil travam disputa comercial

Sob protocolos, EUA e Brasil travam disputa comercial

Atualizado: Sábado, 19 Março de 2011 as 8:28

Em meio a muitos protocolos de intenção e acordos com promessas de cooperação, a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, será marcada por verdadeira queda de braço comercial com a presidente Dilma Rousseff. Confessadamente, Obama vem com um único objetivo: aumentar as exportações. Dilma, concretamente, dirá que quer vender mais e quer desbastar o megadéficit comercial, que hoje chega a US$ 7,7 bilhões.

Na avaliação de diplomatas, mesmo que as negociações não redundem em acordos concretos, a visita de Obama tem um efeito colateral de valor incalculável: o marketing em favor do Rio de Janeiro como cidade segura o suficiente para o homem mais visado do mundo passear com a família. Sede da Olimpíada de 2016 e uma das cidades a sediar a Copa do Mundo de 2014, o Rio foi intensamente criticado por conta dos problemas de segurança. Nos EUA, onde Chicago perdeu a candidatura da Olimpíada para o Brasil, essa foi uma das maiores críticas.

Obama deve visitar o Corcovado e a Cidade de Deus, além de discursar no Theatro Municipal, no centro do Rio. Apesar do intenso aparato de segurança, a imagem que ficará, acreditam os diplomatas, é a do presidente americano e família apreciando o Cristo Redentor.

Motivos

Fora dos ganhos de marketing para o Rio, um assessor da Presidência resumiu ontem a preocupação de Dilma nas conversas com o chefe da Casa Branca: "A presidente vai conversar com Obama sobre comércio, e não apenas sobre parcerias estratégicas".

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