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Sobrevivente do ataque no RJ soube da morte da irmã gêmea nesta sexta

Sobrevivente do ataque no RJ soube da morte da irmã gêmea nesta sexta

Atualizado: Sexta-feira, 8 Abril de 2011 as 11:45

Sobrevivente do massacre da escola de Realengo, na Zona Oeste do Rio, Brenda Rocha Tavares, de 13 anos, teve, nesta sexta-feira (8), a confirmação que mais temia: sua irmã gêmea, Bianca, não sobreviveu aos tiros de Wellington Menezes de Oliveira. Baleada nas mãos, ela segue internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, segundo a família.

De acordo com o tio Alex de Paiva, Renata da Rocha, mãe das meninas, autorizou a madrinha a contar o ocorrido, na presença de médicos, após a insistência da filha. Ele conta que, desde que foi socorrida, Brenda não parava de perguntar por Bianca, querendo saber onde e como ela estava. Bianca vai ser enterrada nesta sexta, no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, também na Zona Oeste.

Feridos

Brenda está entre os onze alunos baleados na Escola municipal Tasso da Silveira que seguem internados em seis hospitais do Rio. Um menino de 14 anos, que sofreu uma lesão na perna, foi liberado depois de medicado no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

Segundo o último informe da Secretaria estadual de Saúde, um menino de 14 anos, está em estado grave no Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Ele sofreu uma lesão vascular grave no ombro direito.

No Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estão internados um menino, de 13 anos, baleado no olho direito e uma menina, de 14 anos, atingida no abdômen e a coluna.

Quatro adolescentes estão internados no Hospital Albert Schweitzer. Três deles estão estáveis. Um menino, de 14 anos, baleado no abdômen e na mão, está internado em estado grave.

Um menino e uma menina, ambos de 13 anos, baleados respectivamente no braço e nas mãos, estão estáveis, no Instituto de Traumatologia e Ortopedia, no Centro.     Um menino, de 13 anos, baleado na perna e no braço, segue internado estável, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio.

Passa bem o menino de 14 anos, baleado na cabeça, na mão e na clavícula, que está no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, na Zona Norte do Rio.

Enterros

Para esta sexta estão confirmados os enterros de oito vítimas do ataque ocorrido na manhã de quinta-feira (7), quando 12 crianças morreram. Vão estar disponíveis ônibus na porta da escola para transporte para os cemitérios. A previsão é de que cinco jovens - Rafael Pereira da Silva, Luíza Paula da Silveira, Larissa dos Santos Atanásio, Karine Lorrayne Chagas e Igor Moraes da Silva - sejam sepultados no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste.

Estão previstos para o Cemitério do Murundu, em Realengo, os enterros de Laryssa da Silva Martins, Mariana Rocha de Souza, Bianca Rocha Tavares e Milena dos Santos Nascimento. Já o enterro de Géssica Guedes Pereira está previsto para o Cemitério de Ricardo de Albuquerque, no subúrbio do Rio.

Os corpos de Milena dos Santos Nascimento, Samira Pires Ribeiro e Ana Carolina Pacheco da Silva já foram liberados pelo Instituto Médico Legal (IML), mas ainda não há confirmação de local e horário dos enterros. O corpo do atirador também está no IML. Nenhum parente apareceu para tratar do enterro.

Flores, velas e cruzes em frente à escola atacada em Realengo, na Zona Oeste do Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)

  Homenagem na porta da escola

A noite após o ataque da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, foi de tristeza e homenagens em frente à unidade onde crianças foram vítimas do atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. Na manhã desta sexta-feira (8), do lado de fora, no muro da unidade havia flores, velas e cruzes, além de papéis com os nomes dos mortos no massacre.

A previsão é que assistentes sociais e psicólogos façam plantão próximo a escola para dar auxílio a alunos, funcionários e suas famílias. O colégio passou a noite lacrado, com a presença de policiais militares. As aulas estão suspensas.

Wellington Menezes de Oliveira (Foto: Reprodução/TV Globo)

  Polícia quer traçar perfil psicológico do atirador

O delegado titular da Divisão de Homicídios do Rio, Felipe Ettore, disse nesta madrugada, em entrevista ao Jornal da Globo, que o principal objetivo das investigações é traçar um perfil psicológico de Wellington Menezes de Oliveira, responsável pelo ataque.

"A mãe biológica dele seria portadora de esquizofrenia, segundo relatos dos familiares identificados. A importância é traçar se essa doença mental dele é hereditária", completou, que afirmou que a perícia na escola continuará a ser realizada nesta sexta.

  Como foi

A tragédia foi por volta das 8h30 de quinta-feira (7). Wellington entrou na escola e atirou em salas de aula lotadas. Segundo lista divulgada no início da noite, 12 crianças morreram. O atirador se matou, de acordo com a polícia (saiba como foi a tragédia).A perícia realizada nesta tarde achou sua casa totalmente destruída: móveis e eletrodomésticos foram quebrados.

Os investigadores querem saber como um rapaz sem antecedentes criminais sabia manusear as armas. Ele usou dois revólveres: um de calibre 38 e outro de calibre 32 e estava com muita munição num cinturão. Ele usava um equipamento chamado de "speedloader", um dispositivo que ajudava a recarregar as armas rapidamente, de uma vez só.

A polícia está tentando descobrir como Wellington conseguiu as armas. O revólver 38 está com a numeração raspada, o que dificulta o rastreamento. Os investigadores localizaram a origem da outra arma, de calibre 32. O dono dela já morreu e, em depoimento, seu filho disse que o revólver tinha sido roubado há quase 18 anos.      

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