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Suspeito de matar irmãs usa colete à prova de bala em reconstituição

Suspeito de matar irmãs usa colete à prova de bala em reconstituição

Atualizado: Terça-feira, 19 Abril de 2011 as 11

O suspeito de assassinar as irmãs Josely e Juliana Oliveira, de 16 e 15 anos, em Cunha, no interior de São Paulo, está participando da reconstituição do crime que está sendo feita na manhã desta terça-feira (19). Ananias do Santos, preso no dia 11 deste mês, compareceu ao local do crime, na zona rural da cidade, vestindo bermuda, camiseta e colete à prova de bala. O advogado dele não o acompanha.

A reconstituição começou por volta das 9h. Policiais civis, militares, homens da Defesa Civil e um promotor de Justiça acompanham os trabalhos. A reconstituição começou no momento em que as adolescentes desceram do ônibus escolar e foram abordadas por Ananias. Duas funcionárias da Prefeitura de Cunha que prestam serviços na delegacia da cidade estão representando as vítimas. Elas desceram do ônibus, percorreram o trajeto que as irmãs faziam até em casa quando foram abordadas pelo suspeito. Pouco antes das 10h desta terça, os envolvidos na reconstituição se dirigiam para o local na mata onde Ananias teria matado as irmãs. A previsão é que a reconstituição do crime dure quatro horas.     Peritos fotografam quadro a quadro tudo o que aconteceu. Segundo o delegado titular de Cunha, Marcelo Cavalcante a reconstituição é fundamental. “Nós vamos colocar se é possível e viável esse deslocamento, aferir a possibilidade de abordagem única, de deslocamento pela mata e execução no tempo que nós temos”, disse o delegado. A polícia suspeita que Ananias tenha contado com a ajuda de outras pessoas para assassinar Josely e Juliana.

Nesta segunda-feira (18), o Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou que a arma usada na morte das adolescentes é a mesma encontrada com o principal suspeito do crime. Para Cavalcante, o resultado do exame de balística coloca Ananias como autor do crime. “Com o resultado de balística, Ananais deixa de ser suspeito e passa a ser considerado autor do crime, sem dúvida alguma. É prova material, conclusiva, cabal. Ele é autor do crime”. O delegado afirmou que pretende concluir o inquérito até o dia 28 de abril.

O crime

As duas jovens desapareceram no dia 23 de março, quando voltavam da escola. Cinco dias depois, os corpos foram encontrados na zona rural, a 12 km de onde moravam. Elas foram mortas a tiros. O suspeito foi preso no último dia 11, na casa dos pais, também em Cunha. Segundo a polícia, ele estava na casa da irmã, que fica ao lado da residência de seus pais. Para a polícia, ele matou as irmãs em local ainda desconhecido e depois teve ajuda de duas ou três pessoas para deixar os corpos no meio da mata, em uma região de difícil acesso.

Ananias cumpria pena no Presídio Edgar Magalhães Noronha, em Tremembé, também no interior, mas não voltou depois da saída temporária de Páscoa, em 2009. Desde então, Ananias passou a morar com os pais, na zona rural de Cunha, no mesmo bairro em que as adolescentes viviam. De acordo com as investigações, o jovem se interessou por Juliana, fato que despertou ciúmes na namorada, vizinha da família das vítimas.      

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