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Temer defende Palocci após denúncia

Temer defende Palocci após denúncia

Atualizado: Segunda-feira, 16 Maio de 2011 as 9:33

O vice-presidente da República, Michel Temer, saiu ontem em defesa do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, após denúncia de que ele teria multiplicado seu patrimônio por 20 em quatro anos. "O PMDB confia plenamente na lisura do procedimento de Palocci e estará ao lado dele", afirmou, descartando "perturbação" no governo ou risco ao cargo do ministro.

Em viagem oficial à Rússia, Temer manifestou-se em tom semelhante ao da presidente Dilma Rousseff, que, segundo assessores, não foi surpreendida pelas informações publicadas ontem pelo jornal Folha de S. Paulo. Auxiliares da presidente informaram que ela está "tranquila", pois sabia desde dezembro que Palocci tinha uma empresa.

Segundo a reportagem, a Projeto, da qual o ministro tinha 99,9% do capital, comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões em novembro e já era dona de um escritório de R$ 882 mil, ambos na região da Avenida Paulista, em São Paulo. Em 2006, Palocci declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 375 mil.

Os dados da Projeto, inclusive o faturamento, foram submetidos à Receita Federal e à Comissão de Ética Pública da Presidência antes da posse, segundo nota da Casa Civil. O texto diz que "as atividades da empresa e as medidas tomadas para prevenir conflito de interesses foram registradas junto à Comissão de Ética da Presidência". Palocci informou que a Projeto, aberta em 2006, prestou consultoria econômico-financeira até 2010, quando "as atividades foram encerradas por força da função ministerial".

Origem.Líderes peemedebistas e de outros partidos aliados arriscam um palpite: a denúncia faria parte da disputa entre grupos do PT dentro e fora do governo. "Não é possível que seja fogo amigo. É pesado demais", contesta o líder petista no Senado, Humberto Costa, que também defendeu Palocci. "Ele é uma pessoa extremamente digna, séria."

Os aliados alegam não ter interesse em enfraquecer Palocci, que faz a interlocução com a base. Apesar do descontentamento com o ritmo de nomeações de cargos, ele goza da confiança dos principais líderes no Congresso.

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