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Testemunha confirma retrato falado de suspeito de matar professora em Embu

Testemunha confirma retrato falado de suspeito de matar professora em Embu

Atualizado: Quinta-feira, 3 Março de 2011 as 4:53

Uma testemunha do assassinato da professora Joyce Chaddad Domingues, de 36 anos, confirmou o retrato falado divulgado pela polícia. Segundo o delegado responsável pelo caso, Igino Grigio, a pessoa que presenciou o crime afirmou ter visto o suspeito minutos antes em frente à escola municipal Professor Paulo Freire, na cidade de Embu, região da Grande São Paulo.

A imagem do suspeito foi divulgada na última terça-feira (1º). A imagem foi feita pelo Setor de Arte Forense, a partir das descrições do suspeito feitas por testemunhas. Conforme o relato delas, um homem moreno, aparentando ter 25 anos, 1,68 m de altura, cabelos e olhos escuros, e forte se aproximou da professora, que estava na porta de uma escola, no Jardim Júlia, e atirou três vezes, atingindo a vítima, que morreu. 

No final da tarde desta quinta-feira (03), uma amiga próxima da vítima será ouvida. O objetivo da polícia é conhecer melhor o perfil da professora assassinada. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a vida pessoal da vítima será investigada , um aparelho celular foi apreendido e a polícia pediu a quebra do sigilo da professora.

Policiais da delegacia de Embu devem ir até a casa da vítima para pegar seu notebook e conversar com seu marido. A delegacia recebeu a denúncia de que havia um homem parecido com o retrato falado na zona leste de São Paulo. Uma viatura foi até o local averiguar, mas até a tarde desta quinta-feira a polícia ainda não tinha um retorno. 

Em frente à escola, não existem câmeras de vigilância. Apenas duas testemunhas presenciaram o crime de perto: uma outra professora e um morador da região, que passava pela rua no momento dos disparos. 

Joyce trabalhava há quatro anos na unidade - inicialmente, era professora de educação física, depois foi promovida. Ela estava afastada do trabalho, em licença maternidade, e voltou à escola na semana passada.

O crime ocorreu por volta das 6h30 de segunda-feira (28), quando a professora chegava de carro ao local. A rua ainda estava deserta quando, próximo ao estacionamento da escola, um homem atirou contra ela e fugiu. Joyce chegou a ser encaminhada ao pronto-socorro da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Em seu carro, policiais encontraram a cadeirinha de transporte do filho, de apenas 7 meses.

Investigadores acreditam se tratar de um crime de execução. Uma senhora, mãe de alunos da escola, chegou a relatar que, dias antes, a professora teria chamados um dos alunos de "preto". O menino teria contado ao seu irmão mais velho, que decidiu por vingá-lo. Esta versão, porém, não tem confirmação oficial. Colegas de trabalho da professora dizem que ela era uma funcionária carinhosa e que não tinha inimizades.    

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