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Brasil é terceiro da lista de ataques pela internet, segundo relatório

Brasil é terceiro da lista de ataques pela internet, segundo relatório

Atualizado: Terça-feira, 20 Abril de 2010 as 12

Em relatório divulgado nesta terça-feira (20), o grupo de segurança na computação Symantec apontou que o Brasil subiu ao terceiro posto na lista de países com "atividade malévola," definida como spam, tentativas de trapaça on-line e outros tipos de crimes de computação. Os Estados Unidos continuam em primeiro, com 19%, com a China em segundo, com 8%, e o Brasil em terceiro, com 6%.

De acordo com a companhia, software de segurança falso foi o maior problema de segurança on-line para os usuários de computadores em 2009, e usuários da Apple perderam parte de sua imunidade aos crimes de computação, quando passaram a armazenar porção maior de seus dados on-line, e não em seus discos rígidos.

O Conficker – um software nocivo que ganhou manchetes em abril do ano passado – e sofisticados ataques aos sites de Google e outras grandes empresas, realizados em dezembro e reportados em janeiro, foram os mais divulgados dos acontecimentos em termos de segurança na computação, em 2009.

Mas a forma mais comum de crime de computação foi o falso software de segurança, que os usuários em geral veem como um alerta que surge em suas telas informando que a máquina está infectada por um vírus, disse Vincent Weafer, vice-presidente da Symantec.

A notificação muitas vezes contém um link para software que pode ser baixado, mediante pagamento; o usuário, no entanto, em lugar de receber software de segurança recebe um vírus, ou pior, disse Weafer.

"Virtualmente tudo que vemos hoje são falsos AV (antivírus)," ele disse à Reuters. "É uma trapaça muito lucrativa."

Vítimas fornecem número de cartão

A trapaça é popular porque as vítimas fornecem voluntariamente seus números de cartão de crédito, acreditando estar comprando software legítimo, e esses números depois podem ser usados à vontade pelos criminosos.

Weafer também informou que os usuários da Apple, à medida que transferem atividades de computação como a administração de suas coleções de fotos a servidores remotos administrados por empresas on-line, terão de passar a tomar as mesmas precauções adotadas há anos pelos usuários de PCs, para evitar roubo de identidade. Elas incluem manter segredo sobre o número de cartão de crédito e outros dados, e suspeitar de ofertas que pareçam boas demais para ser verdade.

"A segurança que vinha de usar um Mac precisa mudar porque eles estão em um Mac mas também na nuvem," disse Weaver. "Precisam ser tão cautelosos quanto todas as demais pessoas."

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