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Atriz faz sua primeira visita ao país como enviada especial da ONU

Angelina Jolie visita refugiados colombianos no Equador

Atualizado: Segunda-feira, 23 Abril de 2012 as 9:17

A atriz americana Angelina Jolie visitou refugiados colombianos no Equador em sua condição de enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Antonio Guterres, informou no domingo (22) este órgão em Quito.
Jolie "está visitando o Equador este fim de semana", afirmou o escritório do Acnur, e completou que a atriz, desde que recebeu essa nomeação diplomática em 17 de abril, realiza seu primeiro percurso em território equatoriano como tal.
Antes embaixadora da boa vontade do Acnur, Jolie realizou 40 visitas de campo no nível mundial na última década, incluindo duas viagens ao Equador para avaliar a situação dos refugiados colombianos.
"O Equador é o país com o maior número de refugiados na América Latina", afirmou o órgão, completando que este país recebe cerca de 56.000 mobilizados pela violência na Colômbia, tem cerca de 21.000 solicitações de asilo e recebe 1.300 pedidos a mais no mês.
Ele informou que "muitos refugiados vivem em áreas afastadas e pobres do país, muito próximas à fronteira com Colômbia".
Jolie visitou no fim de semana os refugiados que vivem em aldeias da província amazônica de Subumbíos, no nordeste e fronteira com o convulsionado departamento colombiano de Putumayo, e se reuniu em Quito com o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, para "discutir a situação de proteção dos refugiados", segundo o Acnur.
No sábado, a atriz esteve na cidade de Lago Agrio (capital de Sucumbios), onde mais de 60% da comunidade são refugiados que "vivem em extrema pobreza e alguns alugam casas em terras contaminadas por um poço petroleiro próximo".
"A comunidade em geral está também afetada devido a uma contaminação grave ocasionada pela indústria petroleira da área", enfatizou a delegação do Acnur.
Jolie aproveitou a visita para se reunir com Marianera, uma refugiada colombiana com quem já dialogou em 2002 e 2010. A mulher fugiu da Colômbia há 12 anos diante ataques de paramilitares e depois de que seu filho maior foi assassinado.
Há uma semana, a família chegou em segredo às ilhas equatorianas de Galápagos (1.000 km da costa), de acordo com a imprensa nacional.

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