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'Remédios' para dor de cotovelo levam o cantor ao 2º lugar da Billboard

Jason Mraz lança álbum 'para ajudar corações partidos'

Atualizado: Quarta-feira, 2 Maio de 2012 as 3:50

Jason Mraz está confortável como cantor do que considera um tema universal. Para ele, que lança este mês “Love is a four letter word”, o quarto disco da carreira, não há como fugir do amor. “Está em toda parte, entre todos nós. Se eu puder contribuir com um pouco mais, ficarei feliz.” 
O processo de fabricação do novo projeto começou em meados de julho de 2011. Seis meses antes, o cantor experimentou o dissabor do término de seu noivado. O rompimento resultou em uma das canções
(“I won´t give up”), que ele revela ter feito para ex-namorada.
Escrever músicas o ajuda a superar todo e qualquer tipo de tristeza. A canção direcionada, segundo ele, é um resumo do que sentiu e viveu durante o relacionamento. “A música é uma forma de superar tudo, expõe nossas fraquezas e forças, assim como um relacionamento. Aprendi muito com ela.”
O novo disco, apesar das questões pessoas associadas, é mais feliz do que melancólico, garante ele. "Assim como minha vida, algumas músicas são cheias de luz, e outras mais nubladas. Sou feito dessa forma. Nem muito alegre, nem muito triste."

Após superar o término de um quase casamento, ele revela que compõe para ajudar àqueles que ainda sofrem de tal mal. O grande diferencial de seu novo disco é o valor medicinal que pretende ter. “Quis ensinar sobre o amor, ajudar os corações partidos. Espero que funcione como um remédio.”
O paliativo musical parece ter surtido efeito rapidamente: com “Love is a four letter word” o cantor alcançou nas últimas semanas o segundo lugar da Billboard, com 102 mil cópias vendidas. Mraz credita o sucesso de suas canções melosas justamente ao seu coração outrora combalido. “Um hit não é feito de fórmulas, é resultado de uma verdade. Canto com o coração, deve ser por isso que as pessoas gostam.”

Seu processo de composição é bastante simples. Sozinho, começa a tocar o violão. Quando sente vontade, canta o que passa em sua mente no momento. O método pode durar 20 minutos e render novas ideias, ou se e estender por semanas sem resultar em grandes frutos. “É como um sonho, eu começo apenas tocando, depois canto e vou vendo no que dá”, explica.
Apesar da forma rústica, Jason acredita que seu recente trabalho seja o mais conceitual. “Nos demais eu não tive foco. Juntei coletâneas de músicas e gravei. Agora, busquei fazer algo consciente.”
Após duas rápidas passagens pelo Brasil, ele afirma que aprendeu muito com artistas nacionais. Maria Gadú e Sandra de Sá são citadas pelo cantor, que assume não conhecer a música brasileira. “Fiquei encantado com essas duas cantoras e com a capoeira. Não sabia quase nada do Brasil, gostaria de ter mais tempo para aproveitar.”
Mesmo desconhecendo a música popular do país, Mraz acredita que seu trabalho seja semelhante ao que é produzido por aqui. “Sinto que os músicos brasileiros também falam de amor, família e revolução. E tocam violão muito bem. Vejo proximidade.”
 

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