37% dos jovens de SP aderiram ao narguilé

37% dos jovens de SP aderiram ao narguilé

Atualizado: Terça-feira, 15 Março de 2011 as 11:51

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promoveu um estudo em que 37% dos paulistanos com idade média de 25 anos declararam ser usuários de narguilé. O levantamento, composto por entrevistas com 932 fumantes ao longo de 2010, constatou que 96% dos consumidores do fumo de origem oriental também são adeptos do cigarro de cravo. Metade dos entrevistados apresentou níveis preocupantes de carbono no ar expirado: uma média de 2,3 vezes a mais do que o máximo aceitável, segundo a Secretaria..

"A indústria revestiu com cheiro e gosto o consumo do tabaco para atrair um público cada vez mais jovem e, assim, substituir o grupo mais velho que está sofrendo com os males do fumo", afirma Stella Martins, diretora do Programa de Atenção ao Tabagista do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod).

O narguilé é composto por nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. Ao ser queimado, libera metais pesados e cancerígenos, como arsênico, chumbo, cobalto e cromo. De acordo com a diretora do Cratod, uma única rodada de fumo equivale ao consumo de 100 cigarros. "Infelizmente é um hábito que carrega um forte cunho de socialização, pois ninguém o fuma sozinho", observa Stella.

A fumaça do narguilé aspirada pelo usuário é composta por 100 vezes mais alcatrão, 4 vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono em relação ao cigarro, enquanto o cigarro de cravo mantém 3 vezes mais nicotina e monóxido de carbono.

Tanto o narguilé quanto o cigarro de cravo são enquadrados dentro da lei antifumo que proíbe o consumo em ambientes fechado e de uso coletivo. Desde 2009, é proibida a venda do aparelho utilizado ao consumo do narguilé para menores de 18 anos em todo o Estado de São Paulo.

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