
Houve época em que o pudim yorkshire era parte indispensável das festas de fim de ano, servido com uma enorme costeleta. Continua sendo uma grande ideia, em diferentes ocasiões, embora eu não conheça muita gente que ainda faça enormes costeletas. O yorkshire pudding me remete diretamente aos popovers: bolinhos fofos, do tamanho de muffins, com a crosta crocante e o interior macio, que têm como base a mesma massa do yorkshire pudding.
Puristas vão dizer que o que torna o yorkshire especial é o fato de ser feito com banha. Mas manteiga não é um substituto tão mau. E, além disso, popovers são muito mais fáceis de fazer.
A massa do popover básico é uma mistura semelhante à da panqueca (na verdade, mais parecida com a de crepe, mas isso não importa muito). Leva ovos, leite e farinha, em quantidade apenas suficiente para dar liga. A massa deve ficar bastante líquida porque é isso o que faz com que ela inche e transborde ("pop over").
Para conseguir este efeito, no entanto, é preciso primeiro preaquecer a fôrma untada. Aí, sim, a massa deve ser despejada nas forminhas aquecidas e levada ao forno para assar por 15 minutos à temperatura de 220°C. O próximo passo é baixar a temperatura do forno a 175°C e deixar o bolinho assar por mais 15 minutos. Isso resultará num popover ao mesmo tempo macio como um pudim de ovos, por dentro, e dourado e crocante por fora.
Você pode comprar fôrmas especiais para popover, se quiser. Elas são mais fundas e de menor diâmetro, o que empurra o topo da massa num formato mais acentuado, mas eu não me preocuparia com isso. Qualquer fôrma de muffin produzirá um perfeito popover, desde que a manteiga esteja quente, a massa seja rica e macia e o cozinheiro seja paciente.
Mas, atenção, a paciência precisa durar apenas até o popover ficar pronto: o bolinho deve ser comido imediatamente depois de retirado do forno. É este seu estado ideal.
Postado por: Felipe Pinheiro
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