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Saúde

Associação constata que no Brasil os alimentos industrializados têm mais composição do que o mesmo fabricado na Europa

Revelação da PROTESTE foi concluída devido a 12 produtos alimentícios fabricados no Brasil possui mais gordura e açúcar no mesmo fabricado na Europa

Fonte: Guiame, com informações de PROTESTEAtualizado: terça-feira, 29 de setembro de 2015 às 19:03

A PROTESTE, Associação de consumidores, analisou 12 produtos alimentícios fabricados no Brasil e Europa e constatou que aqui, eles têm muito mais gorduras, açúcar e aditivos desnecessários e de segurança questionável. Foram feitas as comparações entre produtos comuns em cinco países, sendo eles a Bélgica, Brasil, Espanha, Itália e Portugal.

Para acabar com a diferença nutricional entre os alimentos brasileiros e de outros países, e com o uso de aditivos potencialmente perigosos à saúde, a PROTESTE está lançando um abaixo-assinado online que será encaminhado à Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para participar, acesse: www.proteste.org.br/sua-saude-em-risco.

"Por que há diferenças no perfil nutricional dos produtos brasileiros em relação aos europeus? Nossa saúde vale menos do que a deles?", questiona Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE.

A receita brasileira do Activia morango integral, por exemplo, tem mais que o dobro da quantidade de aditivos das versões europeias. E o Danoninho produzido aqui não informa a quantidade de polpa de fruta, como ocorre em países da Europa.

A maionese Hellmann's daqui é a única com dois aditivos usados como antioxidantes que ainda têm sua segurança discutida. São usados para prevenir a decomposição de óleos e gordura: o butil hidroxianisol (BHA) e o butil hidroxitolueno (BHT). Além disso, nossa versão dessa maionese é a que tem a maior quantidade de ingredientes: 17, contra nove das versões belga e italiana.

O Ovomaltine do Brasil só tem 25% de extrato de cevada e malte. E o açúcar é o principal ingrediente. O Doritos tem alta quantidade de ingredientes e aditivos alimentares quando, na teoria, deveria ser feito de milho e queijo.

As receitas do cream cheese Philadelphia de todos os países são parecidas. No Brasil, a quantidade de queijo não é informada

A versão do Energético Burn no Brasil tem os corantes tartrazina e amarelo crepúsculo, que são potencialmente alergênicos.

Em todos os países, o caldo de galinha tem glutamato monossódico, mas a versão brasileira tem quatro vezes mais gordura que a italiana.

Todos os países usam corantes artificiais no chocolate M&M's, mas o Brasil tem outros cinco com potencial alergênico.

A Batata Pringles brasileira é a única que utiliza matéria prima transgênica (óleo de algodão).

O Corn Flakes brasileiro não tem fibras alimentares. E, por aqui, o açúcar é o segundo ingrediente em maior quantidade.

O sorvete Häagen-Dazs do Brasil é o que tem mais ingredientes e tem menos chocolate do que a versão europeia. Enquanto na Europa tem 22% de chocolate, no Brasil conta com apenas 14%.

As análises comparativas do perfil nutricional foram baseadas na leitura dos rótulos dos 12 produtos. Foram considerados: número de ingredientes e de aditivos, gorduras total, trans e saturada, fibra alimentar e sal. A maioria dos alimentos fabricados pelas multinacionais selecionados para o estudo tem baixo valor nutricional, são hipercalóricos e hiperpalatáveis, ou seja, pensados para serem os mais saborosos possíveis.

No mundo, apenas dez multinacionais controlam a produção e o comércio de alimentos. Talvez por isso, com base nas legislações locais e nos hábitos de consumo dos habitantes, esses fabricantes ajustam suas receitas em cada país. "No Brasil falta uma legislação forte, capaz de proibir o uso de aditivos, bem como o excesso de sal, açúcar e gordura na produção de alimentos", destaca Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da PROTESTE.

A PROTESTE enviou o resultado do estudo à Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), questionando o porquê dessa diferença nutricional, sobretudo no que se refere aos aditivos alimentares potencialmente perigosos à saúde e aos teores de gorduras, sal e fibra alimentar.

Por mais que os produtos ultraprocessados devam ser exceções em nossa alimentação, ainda assim, quem quiser consumir tem todo o direito de ingerir a versão disponível menos nociva à saúde.

Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas e salgadinhos, passam por várias etapas de produção. Os processados acrescentam água e sal aos alimentos in natura, como uma conserva. Os minimamente processados incluem alguns grãos, legumes e leite, por exemplo. E os in natura são os que saem da plantação direto para sua casa e, em geral, se decompõem rapidamente.

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