Nova idade mínima para exame de próstata agora é de 50 anos

Nova idade mínima para exame de próstata agora é de 50 anos

Atualizado: Quinta-feira, 7 Novembro de 2013 as 2:36

No mês de novembro, comemora-se o "Novembro Azul", mês em que são realizadas campanhas sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata. A Sociedade Brasileira de Urologia, (SBU) vai aumentar de 45 para 50 anos a idade mínima recomendada para que um homem procure um médico para fazer os exames rotineiros para diagnóstico precoce da doença.

 
Está nova orientação será apresentada no próximo dia 16, onde haverá o 34.º Congresso Brasileiro de Urologia, onde também será lançado o livro que vai nortear a prática no País.
 
novembro azul: idade minima para realizar exame de próstata é de 50 anosNo caso de homens de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar a recomendação também muda: a idade mínima para o monitoramento salta dos atuais 40 para 45 anos.
 
Segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU, 25 especialistas se reuniram para discutir os estudos existentes no mundo todo e as atualizações sobre essa prática. Ele diz que o "rastreamento oportunista" (quando o homem procura voluntariamente o médico para fazer exames a partir de uma certa idade) precisa existir como forma de prevenir a doença. "Todo homem com mais de 50 anos deve ir ao médico fazer os exames de PSA (proteína que, em níveis aumentados, pode indicar existência de câncer) e de toque retal."
 
Nadi ainda acrescenta que, a alteração na idade mínima, será feita porque há um excesso de diagnósticos de cânceres de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva. "São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata e se desenvolve tão lentamente que não traria problemas. Acredita-se que cerca de 20% dos tumores são indolentes", explica.
 
O professor Carlos D'Ancona, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.
 
O problema disso, reconhece Nardi, é que não existe um marcador de risco que aponte com segurança se o câncer diagnosticado no paciente será ou não agressivo. Por isso, foram estabelecidos critérios para definir qual seria o câncer indolente.
 
"Se a biópsia da próstata apontar no máximo dois fragmentos alterados que estejam menos de 50% comprometidos e o resultado do PSA for menor do que 10, a suspeita é que esse será um câncer indolente", diz.
 
Baseado nesses casos, a indicação será monitorar o PSA a cada três meses e refazer a biópsia a cada dois anos. 
 
 
Com informações de: Estadão

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