ONU pede esforços para acabar com mortes de mulheres durante o parto

ONU pede esforços para acabar com mortes de mulheres durante o parto

Atualizado: Terça-feira, 8 Junho de 2010 as 8:34

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fez nesta segunda-feira, dia 7, uma chamada internacional para acabar com o "silencioso escândalo" do grande número de mulheres que morrem durante o parto nos países em desenvolvimento.

Ban Ki-moon foi a Washington para inaugurar a conferência internacional Women Deliver, na qual participam 3,5 mil especialistas em saúde maternal de 140 países, além de personalidades como a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e a representante da Fundação Bill e Melinda Gates, Melinda Gates.

Na abertura da conferência, o secretário-geral se referiu diretamente ao problema, que pode ser evitado nos países em desenvolvimento se forem aplicadas determinadas rotinas médicas, como a limpeza das salas de parto e a presença de parteiras com experiência. Segundo ele, o mundo deve se mobilizar para atingir o objetivo até 2015 de evitar a morte de 10 milhões de mulheres e de seus filhos a cada ano durante o parto.

Neste sentido, o secretário apela para que diferentes setores se comprometam com a luta contra o problema, que será um dos temas centrais da Cúpula dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, que acontecerá em setembro, em Nova York.

O secretário-geral explicou algumas das medidas que podem ser adotadas para atenuar o problema.

- Um simples exame de sangue, consulta médica e uma assistência qualificada no momento do parto são pontos que podem fazer uma grande diferença. As mulheres fazem com "que o nosso mundo funcione" e, por isso, devemos evitar que elas tenham problemas de saúde.

Segundo a ONU, a mortalidade das mulheres e dos recém-nascidos tem um grande impacto na economia mundial, pois gera perda de produtividade de cerca de US$ 15 bilhões anuais. Na cúpula que será realizada em setembro, o secretário-geral buscará apoio para lançar um plano no qual serão abordadas diferentes medidas, como o combate a doenças como a malária, a tuberculose e a aids.

Outras medidas serão investir na vacinação infantil e fornecer ajuda para o planejamento familiar e atendimento médico às mães e aos recém-nascidos, uma iniciativa que custa apenas US$ 4,50 per capita ao ano e pode salvar 70% das mulheres e 44% das crianças que morrem no parto.

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