
Estudos patrocinados pela Nasa, a agência espacial americana, descobriram que ácidos graxos ômega-3 (forma de gordura presente em algumas espécies de peixe) ajudam a mitigar a fragilização dos ossos que ocorre tanto em quem sofre de osteoporose quanto em astronautas durante voos espaciais prolongados.
Durante décadas, cientistas haviam tentado identificar um meio eficaz para interromper a perda de densidade óssea que acomete os astronautas, um dos principais efeitos da exposição à falta de gravidade no espaço. A solução, anunciada pela Nasa nesta segunda-feira, dia 10, é detalhada na edição de maio do "Journal of Bone and Mineral Research".
Sem gravidade, há falhas na fixação de cálcio, por falta de estímulo dos osteosblastos (as células formadoras dos ossos). O cálcio vai para o sangue, é filtrado pelo rim, e uma parcela pode até formar cálculos renais.
O trabalho analisou amostras de sangue de tripulantes de ônibus espaciais e da estação espacial internacional (ISS). Mesmo ao avaliar astronautas retornando de missões de curta duração, os cientistas descobriram uma alta nas células sanguíneas da ativação de um fator, o NF&e54;B (de "nuclear factor kappa B"). O NF&e54;B, envolvido na regulação do sistema imune, em processos inflamatórios e na perda óssea e muscular, continuava elevado por duas semanas. Com isso, os pesquisadores flagraram uma evidência de desacelerar o NF&e54;B funcionaria como contrapeso à perda óssea.
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