SP ganha pacote de combate à mortalidade infantil

SP ganha pacote de combate à mortalidade infantil

Atualizado: Sexta-feira, 17 Julho de 2009 as 12

A Secretaria de Estado da Saúde inicia neste ano o maior programa de combate à mortalidade infantil e materna já criado no Estado de São Paulo. O projeto tem como pilares o investimento em capacitação de médicos e enfermeiras que atuam nas maternidades públicas, aquisição de equipamentos para melhoria da assistência hospitalar e distribuição de materiais de orientação às gestantes e aos municípios paulistas.

Para a implementação das ações, a pasta utilizará como base projeto-piloto iniciado em 2008 na região de Sorocaba, que será estendido, inicialmente, a outras quatro regiões consideradas prioritárias por concentrarem as mais altas taxas de mortalidade materna e neonatal ou por terem um grande número de municípios com índices de mortalidade infantil superiores à média do Estado. São elas: Taubaté, Baixada Santista, Vale do Ribeira e Bauru.

O programa prevê o treinamento de cerca de 500 médicos e enfermeiras-obstetras do SUS (Sistema Único de Saúde) por meio do curso Advanced Life Support in Obstetrics, idealizado pela American Academy of Family Phisicians e ministrado no país pela Also Brasil, com objetivo de qualificar esses profissionais para o atendimento de emergências obstétricas. Os participantes dos cursos serão submetidos a uma prova, que dará direito à certificação daqueles que forem considerados aptos.

Também haverá treinamento específico de pediatras da rede pública, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, com enfoque em reanimação neonatal. No total a Secretaria pretende investir cerca de R$ 850 mil somente em capacitações.

O investimento em reformas e modernização da assistência hospitalar à gestante e ao parto será feito a partir de inspeções de técnicos da Secretaria nas principais maternidades públicas dessas regiões, com o objetivo de estabelecer um diagnóstico dos principais problemas e definir os recursos materiais necessários para essas unidades, como novos leitos de UTI neonatal, por exemplo.

A Secretaria também irá distribuir, em todo o Estado, 400 mil exemplares da "carteira da gestante", que conterá informações a serem preenchidas sobre o atendimento realizado nas Unidades Básicas de Saúde e dicas sobre cuidados durante a gestação, além de cinco mil manuais sobre assistência pré-natal para os profissionais que trabalham nos postos de saúde.

Os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidade) que a Secretaria está implantando no Estado irão concentrar a realização do pré-natal de alto risco, para gestantes acima de 35 anos ou que apresentem problemas como hipertensão e diabetes, por exemplo. Já são 15 os ambulatórios em funcionamento, e até 2010 serão 40 unidades, que reunirão consultas com especialistas e exames em um mesmo local.

"Este é um projeto ambicioso, que pretende proporcionar os elementos necessários para que os municípios paulistas cuidem adequadamente de suas gestantes, ofereçam atendimento de qualidade desde o pré-natal até o pós-parto e, conseqüentemente, reduzam suas taxas de mortalidade infantil e materna", diz o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

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