
Quando se trata de Itália, Turim acaba ficando ofuscada pela opulência de Roma, pela originalidade de Veneza, pelo romantismo da Toscana ou até pelo ar metropolitano de Milão. É uma pena, pois a cidade tem muito a oferecer.
Limpa, organizada como poucas no país, de povo mais silencioso e bastante educado, tem praças monumentais, belos museus, quilômetros de arcadas é possível caminhar sem se molhar por grandes trechos e um rio calmo e bonito a atravessá-la o famoso Pó. Foi palco importante da reunificação da Itália, cujos 150 anos serão comemorados no decorrer deste ano. É mais uma razão para aproveitar o que a cidade piemontesa tem de melhor.
Piazzas
São várias na região central, sempre ladeadas de prédios elegantes, formando arcadas por onde se pode caminhar com conforto sob o sol quente ou chuva. É bem comum sair de uma, caminhar por alguns quarteirões e cair em outra. A enorme Piazza Castelo tem atrações como o Palazzo Reale. Outras imperdíveis são a Piazza San Carlo e a comprida Piazza Vittorio Veneto, que se estende até as margens do rio Pó. Em todas, a pedida é sentar-se num café e apreciar a simetria dos edifícios.
Via Giuseppe Garibaldi
É o centro do comércio de Turim e termina na Piazza Castelo. Fechada ao tráfego de carros, tem lojas bem populares e outras de redes conhecidas, como a Muji, farmácias com cara de antiguinhas, muitos cafés e sorveterias.
Museo Egizio
Quem poderia imaginar que Turim tem uma das maiores coleções de artefatos egípcios do mundo? Pois é verdade. Ela está abrigada num prédio antigo, mas bem adaptado, que contém restos da muralha romana que cercava a cidade. Há estátuas de madeira, potes de cerâmica, modelos de tumba e muitas múmias.
Museo Nazionale Del Cinema
A visita à Mole Antonelliana, que abriga o museu, já seria obrigatória pela beleza do edifício e porque, do alto, é possível avistar Turim inteira, numa vista de 360o. A subida no elevador sem paredes, no meio do prédio, já é uma atração e dá um gelo na barriga. Mas vale a pena para ver os interiores de perto e para observar a quantidade de verde da cidade. O museu aberto em 2001 tem objetos e fotos, além de muitos pôsteres, inclusive do brasileiro Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha. É uma exposição bem montada e divertida.
Teatro Romano e Porta Palatina
As principais ruínas romanas da cidade ficam perto do Palazzo Reale. O teatro foi escavado em 1899 e provavelmente data de 60 d.C. Já a Porta Palatina, ao lado do Museo di Antichitá, era um portão erguido no século 1 a.C.
Duomo di Torino
Perto do antigo Teatro Romano, ao lado da torre medieval, fica o Duomo di Torino, construído no final do século 15 em estilo renascentista, sobre ruínas de uma igreja paleocristã. O prédio de fachada ornamentada de mármore branco abriga o Santo Sudário a mortalha que supostamente teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após sua morte. A última exposição pública da relíquia cristã ocorreu entre abril e maio do ano passado.
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