Saiba como aproveitar as atrações de Bariloche na primavera e no verão

Saiba como aproveitar as atrações de Bariloche na primavera e no verão

Atualizado: Quarta-feira, 26 Janeiro de 2011 as 12:50

O branco da neve derreteu, todo ou quase, mas as outras cores fortes de Bariloche continuam lá, primavera e verão, na Cordilheira dos Andes, nos bosques do entorno e no cinematográfico Nahuel Huapi, o lago gigante. Principal destino turístico da Patagônia, a cidade argentina sabe exibir a imponência de sua paisagem com conforto e segurança, em teleféricos, passeios de barco e atividades ao ar livre como passeios de bicicleta, cavalgadas e esportes radicais. Com temperaturas amenas, sem as roupas pesadas e o vento gelado no rosto, o corpo do visitante relaxa e aproveita melhor o lugar. E que lugar. Por vezes, dependendo do mirante, a combinação de azul, verde e marrom parece irreal, de tão bonita.

VEJA AS FOTOS   É fácil circular por lá, a pé, de ônibus, táxi ou carro alugado. As principais atrações e estruturas de apoio se concentram em poucas quadras,no Centro Cívico e nas ruas Mitre e Moreno, e ao longo dos 25 km da avenida Bustillo, nas margens do lago. No meses de verão, as dezenas de sorveterias se tornam mais apetitosas e as roupas de inverno estão em liquidação. Como a temperatura dificilmente ultrapassa os 30°C durante o dia e pode baixar de 10° à noite, os chocolates artesanais não derretem e dá para degustar os tintos especiais da região vinícola de Neuquén fazendo de conta que é inverno.

Fundada em 1902, San Carlos de Bariloche dispõe há décadas de hospedagens para todos os bolsos, de albergues a pousadas e hotéis de luxo. Excursões de jovens estudantes fazem parte da paisagem, o que significa boa oferta de restaurantes, bares e lojas de suvenires com preços em conta. Em qualquer época do ano, vale a pena visitar o Museo de La Patagonia Francisco P. Moreno, no Centro Cívico. O nome homenageia o paleontólogo e historiador que lançou a idéia da criação do Parque Nacional Nahuel Huapi. Empalhados ou em fotos, o museu exibe a rica lista de animais da Patagônia – o condor, o caburé, o biguá, o albatroz, o guanaco, lobos e elefantes marinhos da costa atlântica. E também conta, por meio de armas e fardas militares, a história de combates entre brancos e indígenas nos desertos da região.

As principais atrações do verão

Passeios de barco: Para todas as idades, as excursões proporcionam um contato prolongado com o azul profundo do lago Nahuel Huapi. Também assombram as dimensões: são 560 km 2 de água que vão desembocar no rio Limay. Um passeio tradicional que parte de Porto Pañuelo, na frente do Hotel Llao Llao, leva centena e meia de turistas em confortáveis catamarãs até Isla Victoria e Bosque de Arrayanes. Na versão de seis horas dá para fazer trilhas entre bosques e sequóias e ainda almoçar na ilha. As árvores foram importadass dos Estados Unidos, e o guia explica que os pinheiros exóticos são idênticos aos do seriado Bonanza. O passeio curto permite caminhar até a praia de lago: no verão, dá banho. No Bosque de Arrayanes, o clima é de contos de fadas graças às formas e às cores amareladas das mirtáceas protegidas por passarelas; na agência Cau Cau, tel: (02944) 431372, www.islavictoriayarrayanes.com. Um roteiro mais extenso por água e terra parte de Bariloche e vai a Puerto Varas, no lago Llanquihue, vizinho do vulcão Osorno, no Chile, com a Cruce Andino, www.cruceandino.com

Banho de lago: Lembre-se que as águas cristalinas do Nahuel Huapi são glaciais, formadas com a neve derretida das montanhas. Mas o frio não deve desencorajar turistas acostumados com as praias de Santa Catarina, por exemplo. Em Bariloche, duas das praias com melhor estrutura são a Playa Bonita, a 8 km do Centro, num cenário de ciprestes e araucárias, vizinha do restaurante La Playa, que serve parrillas o ano todo; e a Playa Serena, a 12 km do Centro, próxima do Hipódromo e da Cervezaria Blest, de produtosos artesanais. Várias linhas de ônibus fazem este percurso pela avenida Bustillo, e as praias têm opções de hospedagem no entorno. Outro jeito de cair na água com vista para as montanhas da Patagônia é levar traje de banho no passeio de barco a Isla Victoria, que conta com uma pequena enseada de areias grossas e ainda trapiche para mergulho.

b> É difícil (e talvez seja inútil) dizer qual dos cerros – Catedral, Otto e Campanário – exibe a paisagem mais bonita de Bariloche. Todos os mirantes descortinam o espetáculo das montanhas marrons com neve no topo, longos trechos de bosques e florestas verdes e imensas massas de água azul do lago Nahuel Huapi e de dezenas de lagos e lagoas menores. Havendo tempo, visite os três. A diferença está nos meios de elevação e nas atrações disponíveis no topo. Além da gôndola fechada, para quatrotro pessoas, o Cerro Otto (1.405 m) conta com restaurante giratório, funicular (um tipo de micro-ônibus sobre trilhos) e o divertido Otto Kart, uma descida para crianças e adultos em brinquedo inflável, na pista de 300 m; tel: (02944) 427274.

O Cerro Catedral é a maior estação de esqui da Argentina. Em 2010, as pistas ficaram abertas para esquiadores e snowboarders até 10 de outubro. Na primavera e verão, os ski lifts são reduzidos, mas prosseguem funcionando para levar visitantes até cerca de 2.000 m de altitude. Além da subida em teleféricos sobre bosques e pedras, uma aventura em si, o topo das montanhas oferece mirantes, bares e atividades como trekking com guias, escalada, mountain bike, cavalgadas, mountain board e passeios de quadriciclos. Agências oferecem o passeio a Cerro Catedral sem o bilhete de ascensão, mas o importante, lá, é ver a montanha do alto. Os preços são mais em conta do que na alta temporada: aproveite. Tel: (0294) 409000, www.catedralaltapatagonia.com

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Na Canopy, a especialidade é arvorismo com circuitos de tirolesa, inclusive noturna. As instalações da agência ficam nas proximidades da Colônia Suíça, com acesso pelo km 18 da avenida Bustillo; tel: (02944) 458585; www.canopybariloche.com

Mais informações na Secretaria Municipal de Turismo. Tel: (02944) 429850, www.barilochepatagonia.info

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