Getúlio Cidade

Getúlio Cidade

Getúlio Cidade é escritor, tradutor e hebraísta, autor do livro A Oliveira Natural: As Raízes Judaicas do Cristianismo e do blog de mesmo nome onde publica estudos bíblicos com ênfase na história, língua e cultura judaicas relacionadas ao cristianismo.

O perigo de uma guerra mundial e o Princípio das Dores

Conflitos entre nações e tensões entre grandes potências reforçam o alerta bíblico sobre guerras, rumores de guerras e o Princípio das Dores.

Fonte: Guiame, Getúlio CidadeAtualizado: quarta-feira, 2 de setembro de 2026 às 16:29
(Imagem ilustrativa gerada por IA)
(Imagem ilustrativa gerada por IA)

Jesus advertiu que, antes da Grande Tribulação, viria um tempo em que as guerras se intensificariam entre as nações, mas ainda não seria o fim. Ele chamou esse período de Princípio das Dores e acredito firmemente que já o estamos vivenciando em nossa geração. Somos testemunhas das “guerras e rumores de guerra” dos últimos dias.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022, marcou o início de um longo conflito que já faz quatro anos e meio, e ceifou centenas de milhares de vidas. Em seguida, veio o 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu Israel e deflagrou mais um conflito que, até o momento, não se resolveu, em mais um episódio da eterna guerra contra Amaleque.

Em sua esteira, veio outra guerra contra o Hezbollah, no Líbano, e uma guerra inédita contra o Irã que arrastou consigo a única superpotência global, os Estados Unidos da América, além de diversos países árabes sunitas da região.

Terceira guerra mundial?

Em julho, a Ucrânia atacou um navio iraniano que transportava drones para a Rússia, no Mar Cáspio, que seriam empregados contra seu território. Esse evento escalou a tensão que já havia contra o Irã, aumentando em muito o risco de se fundir as duas guerras atuais em uma. Assim, de um lado, estariam Estados Unidos, Israel e Ucrânia e, de outro, Rússia e Irã que já se apoiam mutuamente em seus conflitos.

Até agora o Irã não respondeu ao ataque ucraniano com armas, mas prometeu retaliação no momento oportuno. A Rússia, apesar das enormes perdas humanas e materiais, não desiste da disputa pelo território ucraniano. Os Estados Unidos não conseguiram derrubar a ditadura do regime iraniano apesar de meses de conflito e ataques em sua estrutura militar de defesa, em coordenação com Israel. O estreito de Ormuz é o grande calcanhar de Aquiles dessa guerra, capaz de causar uma crise econômica global devido ao risco de disparada do preço do petróleo.

Para aumentar as tensões, no dia 7 de agosto, foi assinado o Acordo de Defesa de Meca entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, para prover defesa mútua e coletiva contra qualquer ataque externo. Foi uma clara resposta ao Irã e a seus aliados regionais, o que pode aumentar ainda mais o risco de outros conflitos contra o regime dos aiatolás e as milícias xiitas.

Tudo isso somado, sem contar o apoio silencioso da China à Rússia e ao Irã, pode colocar em confronto direto as grandes potências militares do mundo e deflagrar a terceira guerra mundial, sem exagero algum. Desde o fim da Guerra Fria, nunca estivemos tão próximos disso.

Um caos crescente

O Princípio das Dores não envolve apenas guerras generalizadas, mas catástrofes naturais como terremotos, como advertiu Yeshua. E aqui não há como deixar de registrar a ocorrência inédita de três terremotos de grande magnitude (superior a 7) na América Latina em um espaço de menos de dois meses. Nunca antes se registraram três terremotos tão fortes e tão próximos no tempo (Venezuela, México e Colômbia).

Se abrirmos os olhos espirituais para os sinais crescentes ao redor do mundo, concluiremos que já entramos no período aludido por Yeshua. “Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não vos assusteis. É necessário que isso aconteça primeiro, mas o fim não será logo” (Lucas 21:9 – AEC). Sim, o fim não virá agora, mas já entramos no que pode ser chamado de princípio do fim ou Princípio das Dores, segundo Yeshua.

Tudo o que estamos testemunhando em nossos dias não deveria surpreender, pois foi predito pelos profetas de Israel, por Yeshua e pelos apóstolos.  Este mundo que “jaz no maligno” está numa espiral descendente, num crescente caos, causado por uma humanidade em pecado que escolheu excluir Deus de seu destino. Tal ambiente caótico será o cenário perfeito para o governo autoritário e profano do anticristo.

Por outro lado, esses sinais devem ser motivo de esperança e de vigilância, como exortou o Senhor. Ao percebê-los, devemos nos animar porque próxima está nossa redenção. Maranata!

 

Getúlio Cidade é escritor, tradutor e hebraísta, autor de A Oliveira Natural: As Raízes Judaicas do Cristianismo e do blog www.aoliveiranatural.com.br.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: O paradoxo da sabedoria

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