ONU aprova resolução que menciona Monte do Templo apenas pelo nome muçulmano

O Brasil está entre os países que apoiaram a resolução anti-Israel na ONU, apesar da promessa de transferir sua embaixada para Jerusalém.

fonte: Guiame, com informações do Jerusalem Post

Atualizado: Quinta-feira, 5 Novembro de 2020 as 9:56

Mulher muçulmana caminha no Domo da Rocha, em Jerusalém. (Foto: Miriam Alster/Flash90)
Mulher muçulmana caminha no Domo da Rocha, em Jerusalém. (Foto: Miriam Alster/Flash90)

Um painel das Nações Unidas composto por 138 países aprovou na última quarta-feira (28) uma resolução que se refere ao Monte do Templo em Jerusalém apenas por seu nome muçulmano: Haram al-Sharif.

Este foi uma das sete resoluções pró-palestinas e anti-Israel aprovadas pelo Quarto Comitê da Assembleia Geral da ONU em Nova York.

A resolução sobre Jerusalém faz referência ao vínculo do local com todas as três religiões monoteístas — judaísmo, cristianismo e islamismo. O texto ainda menciona Jerusalém Oriental como “ocupada”, segundo o jornal Jerusalem Post.

O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, disse ao comitê que a resolução “ignora completamente qualquer ligação entre o povo judeu e o Monte do Templo”, considerado o local mais sagrado para os judeus. 

“Isso é uma vergonha. A tentativa audaciosa de reescrever a história não vai mudar o fato indiscutível de que a conexão judaica com a cidade de Jerusalém data milhares de anos”, disse Erdan.

“Hoje, nossa conexão com Jerusalém é mais forte do que nunca. Um número crescente de países está mudando suas embaixadas para Jerusalém, nossa capital única e indivisível”, acrescentou o embaixador israelense.

A ação da ONU acontece enquanto o governo Trump aumenta seus esforços para enfatizar a ligação de Israel com Jerusalém, onde o Templo Judaico foi construído nos tempos bíblicos.  

“Nenhuma resolução aprovada aqui mudará a conexão eterna entre o povo judeu e o local mais sagrado de nossa fé — Har HaBayit, o Monte do Templo”, disse Erdan, usando as palavras hebraicas para o local.

A resolução é o mais recente passo em uma longa batalha entre Israel e as nações muçulmanas em relação ao status de Jerusalém, especialmente o Monte do Templo, que é o terceiro local mais sagrado do Islã.

Oito países além de Israel votaram contra a resolução de Jerusalém, incluindo Austrália, Canadá, Guatemala, Hungria, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru e os Estados Unidos.

Outros 16 se abstiveram, incluindo Áustria, Bielo-Rússia, Camarões, Colômbia, República Tcheca, Honduras, Kiribati, Malauí, Papua Nova Guiné, São Tomé Príncipe, Sérvia, Eslováquia, Ilhas Salomão, Togo, Uruguai e Vanuatu.

Alguns dos que se abstiveram, como República Tcheca, Honduras, Sérvia e Malawi, sinalizaram a mudança de suas embaixadas para Jerusalém, uma medida que indica o reconhecimento da soberania israelense sobre Jerusalém Ocidental. O Monte do Templo, bem como a Cidade Velha de Jerusalém, estão localizados na parte oriental de Jerusalém.

A República Dominicana e o Brasil, que consideram a transferência de suas embaixadas para Jerusalém, apoiaram a resolução. Entre os países europeus que apoiaram a resolução estão Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Finlândia, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Holanda, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido.

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