Extremistas Fulani matam 32 cristãos e queimam 200 casas em ataque na Nigéria

Mais de 100 radicais armados invadiram a cidade de Kagoro no domingo (20), causando destruição e terror.

Fonte: Guiame, com informações de Morning Star NewsAtualizado: quinta-feira, 24 de março de 2022 14:57
Mais de 100 radicais atacaram a cidade de maioria cristã Kagoro. (Foto: Gideon Agwom Mutum).
Mais de 100 radicais atacaram a cidade de maioria cristã Kagoro. (Foto: Gideon Agwom Mutum).

No último domingo (20), 32 cristãos foram mortos por extremistas islâmicos da etnia Fulani em ataque a uma cidade de maioria cristã, na Nigéria

De acordo com o Morning Star News, mais de 100 radicais armados invadiram a cidade de de Kagoro à noite, no estado de Kaduna, incendiaram 200 casas e 32 lojas, e sequestraram uma mulher.

“As casas da família da minha mãe foram todas demolidas e um dos meus primos foi queimado até a morte na casa deles. Não conseguimos contatar alguns de nossos parentes. Senhor, por favor, isso é demais para nós”, desabafou Violet Peter, uma moradora local.

Dois militares foram assassinados junto com os 32 moradores em diversas regiões da cidade. Outras sete pessoas ficaram feridas durante o ataque e precisaram receber atendimento hospitalar. 

Declarações de cristãos locais ao Morning Star News revelaram o desespero de uma comunidade que sofre constante perseguição, no estado de Kaduna. “Esta é uma guerra declarada contra os cristãos?”, questionou Florence Tachio.

Outra cristã, Mercy Waziri, afirmou: “Eu choro pelo meu povo! Ó Senhor, levante-se e deixe nossos inimigos se dispersarem!”.

“O ataque a Kagoro na noite passada levou à morte de homens, mulheres e crianças inocentes em suas casas, e as casas da comunidade foram destruídas. Essa atrocidade nunca ficará impune, não importa o quanto eles tentem mudar a narrativa”, declarou Gloria Nyan.

Na segunda-feira (21), a cidade impôs um toque de recolher de 24 horas. Para os líderes da igreja local, forçar os cristãos a ficarem em casa pode colocar ainda mais suas vidas em risco.

O reverendo John Joseph Hayab, presidente estadual da Associação Cristã da Nigéria em Kaduna, cobrou medidas do governo para deter a perseguição contra a comunidade cristã, que tem sofrido “contínuos assassinatos, sequestros, banditismo sem qualquer ação substancial por parte do governo e das forças de segurança”.

“Os cidadãos do estado de Kaduna estão cansados ​​das respostas retóricas do governo sem ações concretas tomadas para proteger vidas e propriedades. Assim, queremos ouvir e ver os assassinos e sequestradores presos”, afirmou o pastor batista em comunicado na terça-feira (22).

A Nigéria liderou o mundo em cristãos mortos por sua fé no ano passado (1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021) em 4.650, acima dos 3.530 do ano anterior, de acordo com o relatório da Open Doors 2022 Lista Mundial da Perseguição. 

O número de cristãos sequestrados também foi maior na Nigéria, com mais de 2.500, acima dos 990 do ano anterior, de acordo com o relatório da WWL.

Na Lista Mundial da Perseguição de 2022 dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o sétimo lugar, sua classificação mais alta de todos os tempos, do 9º lugar no ano anterior.



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