Grande mídia ignora genocídio de cristãos que se intensifica na Nigéria

Desde fevereiro, mais de 120 cristãos foram assassinados por extremistas islâmicos na Nigéria.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 28 Março de 2019 as 9:27

Pessoas choram enquanto um caminhão carrega os caixões de pessoas mortas pelos Fulani, em Makurdi, Nigéria. (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)
Pessoas choram enquanto um caminhão carrega os caixões de pessoas mortas pelos Fulani, em Makurdi, Nigéria. (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)

Cristãos na Nigéria testemunharam outra rodada de ataques sangrentos na semana passada, quando terroristas do Boko Haram capturaram a cidade de Michika, no estado de Adamawa, no extremo leste do país, queimando prédios e trocando tiros com tropas do governo.

De acordo com um artigo publicado no Washington Examiner pelo jornalista Douglas Burton, o ataque continuou por horas com um número desconhecido de vítimas, embora os relatórios iniciais mencionassem: "dezenas de mortos". Burton é membro do conselho consultivo da organização “Save the Persecuted Christians” (STPC) (“Salvem os Cristãos Perseguidos”), que clama pela proteção de mais de 300 milhões de cristãos perseguidos em todo o mundo.

O padre Peter John Wumbadi é chefe da Igreja Católica de St. Anne em Michika. Wumbadi disse a Burton que "ouviu explosões de bombas e muitas balas perdidas", o que o motivou a levar seis estudantes da escola paroquial para o seu carro e passar por prédios em chamas e multidões de cidadãos em pânico que estavam correndo para se esconder.

Wumbadi dirigiu-se para a aldeia de Kalaa, onde ele e os estudantes se refugiaram na casa paroquial do padre Lawrence Ikeh, que fica a poucos quilômetros do Parque Nacional Sambisa. Acredita-se que cerca de 5.000 ou mais terroristas do Boko Haram se abriguem nos bunkers subterrâneos do parque.

"Depois daquele ataque, vim visitar as aldeias na área de duas milhas ao redor da minha igreja, e aquele lugar parecia um cemitério", disse o padre Ikeh, chorando. "Mais de 150 pessoas foram assassinadas".

Tensão

Em 2015, o Boko Haram foi classificado como o grupo terrorista mais letal do mundo pelo Instituto de Economia e Paz.

Como a CBN News relatou, pelo menos 120 pessoas foram mortas em uma série de ataques realizados pela milícia Fulani (islâmica) em comunidades cristãs na região de Adara, no sul de Kaduna, na Nigéria, desde fevereiro, segundo o grupo sem fins lucrativos ‘Christian Solidarity Worldwide’ (CSW). .

O massacre também continuaram no Congo, como a Portas Abertas dos EUA informou no início deste mês que seis cristãos, incluindo três mulheres e uma criança de nove anos, foram mortos em um ataque à aldeia cristã de Kalau, localizada perto da cidade de Beni.

Os atacantes faziam parte das Forças Democráticas Aliadas (ADF). A ADF foi formada há 24 anos por rebeldes muçulmanos ugandenses depois que eles se retiraram do exército ugandense.

Nos últimos cinco anos, centenas de civis morreram apenas na área de Beni, no Congo, de acordo com a Portas Abertas. Acredita-se que militantes da ADF mataram pelo menos 700 civis e mais de 20 membros da força de paz da ONU.

O ataque contra duas mesquitas na Nova Zelândia continuou dominando as manchetes na mídia americana desde que um autoproclamado racista matou 50 pessoas. Embora os ataques contra muçulmanos que vivem no mundo ocidental sejam extremamente raros, a situação não se compara à matança de cristãos que vivem no mundo muçulmano. De acordo com a Portas Abertas (USA), pelo menos 4.305 cristãos conhecidos pelo nome foram assassinados por muçulmanos por causa de sua fé, somente em 2018.

A organização “Aid to the Church in Need” (“Ajuda à Igreja Necessitada”), em seu último "Relatório de Liberdade Religiosa", advertiu que 300 milhões de cristãos, esmagadoramente na maioria dos países muçulmanos, foram submetidos à violência, tornando-a "a religião mais perseguida do mundo".

A Voz da Europa relata que as chances de um cristão em um país de maioria muçulmana ser assassinado por um muçulmano  simplesmente por ser o que ele é - são aproximadamente uma em 70.000. O que significa que um cristão que vive em um país de maioria muçulmana tem 143 vezes mais chances de ser morto por um muçulmano, simplesmente por ser cristão, do que um muçulmano é provável que seja morto por um não-muçulmano em um país ocidental por ser o que é.

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